Todos sabemos que para a economia de uma nação funcionar bem é preciso que todo o conjunto de empresas trabalhe em prol da sustentabilidade de seus negócios e do desenvolvimento do país. Assim como uma máquina precisa que todas as suas peças estejam engrenadas para que o motor possa funcionar a contento, a Odontologia Suplementar precisa igualmente das pequenas, médias e grandes operadoras de planos odontológicos para suportar todo o sistema, que hoje atende cerca de 12,4% da população brasileira.
No Brasil existem atualmente 289 operadoras exclusivamente odontológicas ativas com beneficiários, representando 73,5% de todo o conjunto de operadoras que oferecem algum tipo de plano de saúde bucal. Estas operadoras de pequeno e médio portes operam em todo o território brasileiro, oferecendo atendimento qualificado à população das cidades mais afastadas dos grandes centros urbanos e respondem por 14,09% todos os beneficiários. E por serem menores, muitas vezes, conseguem atender às necessidades específicas de determinadas localidades.
A atuação das operadoras nas regiões mais afastadas é fundamental para proporcionar à população acesso à Odontologia Suplementar e, consequentemente, colaborar para que possam cuidar da atenção primária na saúde bucal. Além disso, otimiza a presença dos cirurgiões-dentistas, que geralmente encontram-se em menor número em relação aos grandes centros, além de todos os outros colaboradores capacitados envolvidos com a prestação de serviços odontológicos. De acordo com o portal do Conselho Federal de Odontologia – CFO, atualmente estão cadastrados 555 mil destes profissionais em todo o território nacional, sendo a maioria inserida nas grandes metrópoles, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Outra forma de democratizar o acesso à Odontologia Suplementar são os consultórios odontológicos, que, por uma necessidade do mercado ou plano estratégico, acabam se transformando em pequenas operadoras e expandindo seus serviços. Com isso, ganham todos desta cadeia: população que pode receber atendimento sem precisar buscar em outra cidade; empresas e profissionais, que têm a possibilidade de fidelizar os clientes, uma vez que a concorrência é menor.
Para se ter uma ideia, são consideradas pequenas operadoras aquelas que têm até 20 mil beneficiários. Você há de convir que esse número não é tão pequeno assim. Afinal são 20 mil pessoas que conseguem, com uma boa relação custo x benefício, ter acesso à assistência odontológica para garantir a saúde bucal, onde a oferta de serviços não é amplamente diversificada.
Se as pequenas operadoras têm um valor inestimável ao segmento, as de médio porte compartilham da mesma importância. Estas empresas atendem até 100 mil vidas e colaboram para ampliar a capilaridade do sistema. Sem falar das maiores que já passaram pelo processo natural de crescimento e têm mais condições de atender plenamente um grande número de beneficiários, que se concentram nos grandes centros do País, evitando que o segmento fique sobrecarregado.
Enfim, cada uma delas, em seu campo de atuação e objetivos, são essenciais ao crescimento e fortalecimento da Odontologia Suplementar, que vem se destacando a olhos vistos nos últimos anos. Em dezembro de 2018, já somavam 24,2 milhões de beneficiários atendidos e satisfeitos. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS), 79% dos usuários estão satisfeitos ou muito satisfeitos e 81% recomendariam para um amigo ou parente. Por isso, esse número não para de crescer.
Geraldo Almeida Lima é presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo – SINOG
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