A população também pode definir ações e estar melhor preparada para eventos da natureza
Os dois primeiros meses do ano foram marcados por eventos, entre fenômenos da natureza e desastres provocados pelo homem, que impactaram severamente a sociedade brasileira. As mudanças climáticas, em conjunto com falhas humanas, têm agravado as situações de risco para a população em diversas cidades do País.
Em função deste cenário e alinhada à missão de incentivar uma cultura de prevenção, a área de Engenharia de Risco da Zurich, seguradora global presente há mais de 70 anos no mercado brasileiro, desenvolveu um Plano de Emergência Familiar em Desastres Naturais. O documento traz uma série de dicas para a população estar melhor preparada para eventos que possam expor a integridade física das pessoas.
“A prevenção de riscos é uma cultura que deve ser fomentada em casa. Aproveitamos nossa experiência global em gestão de riscos e compilamos informações de órgãos de emergência internacionais para apresentar orientações para que a população possa se antecipar a eventos adversos por meio de ações específicas”, afirma Carlos Cortés, Head de Engenharia de Riscos da Zurich no Brasil.
Plano de Emergência Familiar:
1. Entenda as ações da região
Consulte sempre a autoridade de Defesa Civil da comunidade para entender os planos regionais e aproveite essas informações para o desenvolvimento do seu plano de emergência.
2. Identifique os perigos
Esteja ciente dos perigos existentes nos locais em que a família permanece por longos períodos, como casa, trabalho, escolas, creches, etc. Entre esses perigos, estão inundação devido a rios próximos, enxurradas em função da topografia da área, vendavais, incêndios que podem ser provocados por empresas de alto risco próximas ou mesmo na vegetação.
3. Planeje além do seu endereço
É imprevisível saber onde estará quando uma emergência acontecer, portanto o Plano deve incluir ações para os possíveis tipos de emergência de cada local frequentado por cada membro da família, como casa, trabalho, escola. As ações devem estar alinhadas com os planos de emergência específicos desses locais.
4. Defina os meios de comunicação familiar
É provável que os membros da família não estejam juntos quando uma emergência acontecer. Portanto, é importante definir um protocolo de comunicação, que vai contribuir com as ações de todos os membros da família. A tecnologia permite criar grupos nas redes sociais para comunicação familiar de emergência. É importante também definir qual meio de comunicação será utilizado (telefone, e-mail) para comunicar um familiar que esteja fora da área atingida. Isso permite que, em eventual caso de falha em conexão ou mesmo perda do aparelho, a família consiga se comunicar. O plano deve incluir ainda a relação de números de telefone, e-mails, sites de internet, mapas de localização dos serviços de emergência, hospitais, familiares.
5. Escolha pontos de encontro
Em caso de emergências que impeçam os membros da família de retornar para casa ou que seja necessário desocupar o local, defina pontos seguros de encontro. Esses locais devem estar localizados em área não exposta à mesma emergência. Os meios de transporte até o ponto de encontro devem ser analisados e priorizados segundo o grau de confiabilidade e disponibilidade deles.
6. Especifique necessidades especiais dos membros da família
O plano deve incluir necessidades especiais dos membros da família, como alergias, medicamentos de uso contínuo, dificuldades de locomoção ou cuidados especiais. O objetivo deste item é que qualquer membro da equipe, inclusive crianças, saibam comunicar essas necessidades especiais aos serviços de emergência ou qualquer outra pessoa que possa prestar auxílio a um membro da família.
7. Monte um Kit de Emergência
Deve incluir itens básicos necessários durante a emergência e suficientes para ao menos três dias. Mantenha os itens em uma mala pequena específica para esse propósito, localizada num local seguro e conhecido por todos os membros da família. Itens sugeridos:
• Cópia física do plano
• Kit de primeiros socorros
• Mapas do bairro
• Água potável (ideal três litros por pessoa)
• Alimentos enlatados e não perecíveis
• Abridor de latas
• Rádio a pilha para acompanhar o desenvolvimento da emergência e pilhas de respaldo
• Bateria extra e cabos para carregar celulares
• Lanterna e baterias
• Dinheiro
• Cópia de documentos familiares importantes, incluindo RG, cartão do convênio médico, estudos médicos caso
algum membro da família tenha alguma doença crônica
• Uma troca de roupa, incluindo calçado
• Capa de chuva
• Um cobertor leve por pessoa
8. Defina estratégias em relação ao local atingido
Dependendo do tipo de emergência e as circunstâncias, o plano deve incluir ações de proteção familiar que considerem ficar ou sair do local atingido. Exemplo, em caso de incêndio, certamente a ação é abandono do local. No cenário de inundação ou alagamento, avalie e identifique uma área segura no local, tome ações de corte de energia e fornecimento de gás e, na medida do possível, utilize comportas para minimizar a entrada de água.
9. Mantenha-se informado
A Defesa Civil de algumas cidades tem desenvolvido um sistema de alertas de desastres. Basta cadastrar o CEP por meio do celular para receber as mensagens. Outras comunidades, com exposições específicas como barragens, podem ter outros sistemas de alerta particulares. Utilize todos os meios de comunicação disponíveis para entender o que está acontecendo e como esses cenários podem se desenvolver nas próximas horas. A informação é parte essencial para o sucesso do plano.
10. Pratique o plano
Uma vez desenvolvido o plano, tente realizar simulados junto com a família, para que todos entendam as ações. Se necessário, faça ajustes e revise o plano uma vez por ano.
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