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Seguro RC Ambiental tem maior sinistralidade em transporte rodoviário, dizem especialistas

14 de novembro de 2018
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Tendo como principal fonte de acidentes ambientais no transporte rodoviário, o seguro de Responsabilidade Civil Ambiental é um produto que vai além da reposição do bem e pode cobrir custos com investigações, descarte de materiais liberados, poluição gradual e até mesmo eventual necessidade de gestão de crise.

Os acidentes ambientais envolvendo o transporte rodoviário alcançam cerca de 55% da sinistralidade no ramo. Os principais produtos são materiais inflamáveis envolvidos em tombamento de veículos de transportes e abastecimentos.

De acordo com os especialistas que participaram do 7º Seminário Multidisciplinar Seguro RC Ambiental- Visão e Perspectivas de Mercado, do Sincor-SP (Sindicato dos Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo), o seguro na área  passou da fase de divulgação para as fases em que o empresariado  quer entender a concentração do risco e as coberturas oferecidas pelas seguradoras.

Segundo a responsável pelas áreas de RC Geral e Ambiental da AIG, Nathalia Gallinari, ainda há uma diferença entre aumento da demanda e aumento do fechamento de novas apólices. “Não necessariamente a consulta segue a contratação. Contudo, considero uma sinalização de que o produto irá tomar outras proporções nos próximos anos”, diz.

As novas demandas surgem, principalmente, em função da preocupação das empresas em serem responsabilizadas de forma objetiva e subjetiva, em casos de possíveis acidentes ambientais. “Embarcadores nos procuram para discutir a questão de responsabilização em caso de acidente envolvendo a transportadora. O local de descarte de resíduos também tem sido amplamente discutido. Estes são exemplos, de demandas por novas apólices que serão feitas ou exigidas de parceiros comerciais, gerando uma cadeia de procura pelo seguro ambiental”, diz Gallianari.

Num mercado crescente, que movimentou cerca de R$ 69 milhões em prêmios, em 2017, com comissões que variam de 10% e 20% no valor do produto, o subscritor de riscos e consultor ambiental, Marco Antonio Ferreira falou sobre as oportunidades comerciais que os corretores podem perseguir para o aumento da carteira na área.

O especialista destacou a informação coma a chave para o fechamento de apólices no segmento. De cursos de curta duração na CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a de longa duração na Universidade de São Paulo, o mercado nacional oferece uma gama de treinamentos que podem municiar o corretor de seguros numa aproximação com a empresa.

Os aspectos legais e de meio ambiente foram explanados, respectivamente, pelo advogado Pedro Souza e pela ambientalista Daniela Delfini.

Souza comentou sobre a legislação avançada com a qual o setor conta. Os temas passaram pelos acordos multilaterais, a aplicação da lei de política do meio ambiente, assim como a responsabilização civil por danos ambientais diretos e indiretos. A responsabilidade socioambiental das instituições financeiras também foi comentada pelo advogado.

A ambientalista Daniela, falou do seguro ambiental como uma janela  para  a sustentabilidade, uma vez que  as apólices trazem exigências que estimulam a prática.

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