Joaquim Mendanha de Ataídes abordou as principais ações da Susep em 2017 e discorreu sobre a agenda regulatória da autarquia até o fim do ano.
“Trazer o setor de seguros para o lugar de destaque que ele merece. Empreender e dialogar com o mercado”. Essa foi uma das principais mensagens que o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, registrou durante a sua fala no almoço do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), realizado em sua homenagem, nesta quinta-feira, 30 de novembro, no Rio de Janeiro.
Há um ano e cinco meses à frente da Susep, Joaquim Mendanha discorreu sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo de 2017 e ressaltou a importância da sua diretoria colegiada e o alto nível técnico do quadro de servidores da Susep para o avanço da autarquia. Ele também aproveitou a ocasião para ressaltar os três pilares da sua gestão: o fomento à indústria; a busca pela eficiência com a desburocratização de processos internos e externos; e o aperfeiçoamento do modelo de supervisão alinhado às melhores práticas nacionais e internacionais.
Além disso, explicou que a Susep tem atuado de forma proativa com o objetivo de se antecipar às necessidades do consumidor de seguros e do mercado supervisionado. Ele esclareceu que a autarquia monitora tendências nacionais e internacionais para caminhar junto com as transformações e que a Susep não é contra as inovações. “As inovações são bem-vindas, mas precisam estar alinhadas às diretrizes do setor de seguros que é um mercado regulado: a disruptura não pode atravessar um mercado no qual há regras”, enfatizou.
No âmbito das principais ações realizadas pela Susep este ano, Joaquim Mendanha destacou, como um marco para o mercado de seguros, as novas regras propostas pela Susep e acatadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) para as famílias PGBL e VGBL, as dezesseis circulares já emitidas pela autarquia em 2017, entre elas, a sobre os critérios adicionais de riscos aos resseguradores locais e RC D&O. O superintendente também falou sobre a importância das ações realizadas este ano para a categoria dos corretores de seguros com a retomada do processo de recadastramento – que já não era realizado há nove anos – e o início da emissão da carteira de identidade profissional dos corretores, iniciativa que traz mais segurança ao consumidor e valoriza a categoria.
Segundo Joaquim Mendanha, este ano também foram criados importantes grupos de trabalho como o sobre mercado marginal e o de RC ônibus, além de comissões que reúnem diversas entidades representativas do setor de seguros e outros públicos de interesse, como as de inovação e insurtech, resseguro, capitalização, seguros de danos e seguros de vida e previdência. Já no âmbito institucional, a Susep deu um passo importante ao aderir ao Programa de Modernização Integrada do Ministério da Fazenda (PMIMF) o que tem resultado na implantação de diversas ferramentas de gestão.
Como mensagem final e não menos importante, Joaquim Mendanha disse que “o Brasil nunca precisou tanto de líderes” e esclareceu que o ano ainda não acabou. Na última reunião do CNSP de 2017, marcada para o dia 19 de dezembro, a Susep apresentará uma agenda regulatória de suma relevância para o setor de seguros e seus consumidores, quando serão abordados temas como o seguro ‘auto popular’, meios remotos; seguro funeral; seguros coletivos de acidentes pessoais (APC); Dpvat, entre outros.
Assessora de Imprensa | GABIN
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