00:00:00
25 Sep

Do legado à inovação: o segredo das empresas centenárias na Era Ágil

24 de setembro de 2026
115 Visualizações

Ultrapassar os 100 anos de história não é apenas para sobreviventes. Em termos corporativos, empresas centenárias são exemplos de resiliência e capacidade de adaptação. Em um cenário onde tecnologias emergem e desaparecem rapidamente, essas organizações demonstram que a longevidade está diretamente ligada à habilidade de se reinventar e de fazê-lo estrategicamente, com propósito.

Hoje, capital humano, metodologias ágeis, transformação digital e culturas horizontalizadas são o motor que permite a essas companhias se adaptarem e prosperarem na velocidade do presente. O “17th State of Agile Report”, publicado pela Digital.ai em 2024, revela que 71% dos participantes utilizam práticas ágeis em algum ponto do ciclo de vida de desenvolvimento de software, enquanto 42% usam modelos híbridos que combinam Agile, DevOps ou outras abordagens.

Ainda assim, a transformação digital continua a ser desafiadora. A consultoria BCG estima que apenas 30% das iniciativas digitais atingem plenamente as suas metas de valor. As causas mais comuns de insucesso incluem projetos conduzidos sem engajamento da liderança, resistência cultural e dificuldade em transformar pilotos em escala, muitas vezes por não entender a jornada do cliente.

A conclusão é clara: a diferença entre fracasso e sucesso não está apenas na tecnologia, mas sobretudo na governança, na clareza das prioridades e na criação de um ambiente que acompanhe resultados e valorize o aprendizado contínuo. E como isso deve ser feito?

Li em um artigo sobre responsabilidade ética publicado na MDPI em 2022, que a transição para práticas ágeis requer alterações significativas na cultura organizacional, nas competências das equipes e na estrutura da empresa. Concordo plenamente que, cada vez mais, esse movimento tem sido acompanhado de um novo olhar sobre a governança com mais abertura para colaboração transversal.

Ainda assim, só olhar para dentro não basta. Para manter a longevidade, é preciso também enxergar o mercado como um campo de oportunidades. As metodologias ágeis reforçam a importância de colocar o cliente no centro, mas a sustentabilidade de longo prazo exige atenção ao que acontece ao redor: tendências positivas, movimentos de outras indústrias e mudanças macroeconômicas que podem inspirar novas frentes de atuação.

Em última instância, isso também é olhar para o cliente, conhecer o que há de mais novo e oferecer a ele o que há de melhor, tanto em termos de tecnologia de ponta, quanto de inovação em gestão. Empresas centenárias demonstram, historicamente, essa combinação pragmática. Elas criam frentes de trabalho transversais, envolvendo diferentes níveis hierárquicos, e reduzem a distância entre ideias e execução.

Um levantamento da Harvard Business Review sobre companhias com mais de 100 anos destaca que essas organizações preservam um núcleo de propósito estável, mas cultivam uma “aresta” disruptiva, explorando novos modelos e experimentações, o que garante sua relevância. Ou seja, as empresas centenárias existem até hoje porque se modernizaram, esse é o segredo da longevidade. Acima de tudo, vêm as pessoas, é claro, mas é preciso também conectá-las a um propósito de crescimento que dialogue com o tempo em que vivemos.

Para organizações em transformação, as lições ficam ainda mais evidentes: alinhar propósito e métricas de valor, dar autonomia real a times responsáveis por resultados, investir em capacidades digitais modulares (como APIs e plataformas de dados), e desenvolver uma liderança que habilite em vez de apenas controlar. De acordo com a McKinsey, companhias que combinam esses elementos aumentam significativamente suas chances de sucesso em programas digitais.

Em resumo, a longevidade empresarial não é uma questão de sorte, mas de estratégia. Empresas centenárias permanecem relevantes porque conseguem se adaptar às mudanças. Isso é resultado de disciplina organizacional e da capacidade de transformar aprendizado em vantagem competitiva. A agilidade, combinada à cultura horizontal e a um olhar atento ao mercado, é a chave dessa permanência.

Agência Virta

You may be interested

Evento Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp / Fiesp e Machado e Cremoneze
sem-categoria
47 Vizualizações
sem-categoria
47 Vizualizações

Evento Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp / Fiesp e Machado e Cremoneze

Publicação - 25 de setembro de 2026

Hoje, período da manhã, na sede da FIESP/CIESP. Diálogo entre Magistratura, Arbitragem e Mercado Segurador A arte de ouvir jurisdicionados, segurados e a sociedade em geral Em…

FenaSaúde e instituto britânico NICE debatem avanços e desafios da Avaliação de Tecnologias em Saúde
FenaSaúde
35 Vizualizações
FenaSaúde
35 Vizualizações

FenaSaúde e instituto britânico NICE debatem avanços e desafios da Avaliação de Tecnologias em Saúde

Publicação - 25 de setembro de 2026

A FenaSaúde recebeu, em 24/09, no Instituto Consenso, em Brasília, representantes do NICE (National Institute for Health and Care Excellence), do Reino Unido, para uma agenda de…

Na Semana Nacional do Trânsito, Zurich chama a atenção para a importância da reabilitação após acidentes
Zurich
60 Vizualizações
Zurich
60 Vizualizações

Na Semana Nacional do Trânsito, Zurich chama a atenção para a importância da reabilitação após acidentes

Publicação - 25 de setembro de 2026

Depois do atendimento emergencial, muitas vítimas de acidentes de trânsito ainda enfrentam um longo caminho para recuperar os movimentos, autonomia e atividades que faziam parte da rotina.…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin