O IRB(Re) registrou lucro líquido recorrente comparável de R$ 185 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 29% frente ao resultado positivo apurado no 2T25. Os números foram divulgados hoje (13/08), conforme a Visão Negócio. Considerando o impacto da reforma tributária, o resultado do trimestre é de R$ 157,2 milhões, alta de 9,7%. O desempenho foi influenciado, entre outros fatores, pelo crescimento do resultado de subscrição (+9,3%) e do resultado financeiro e patrimonial (+3,1%) em relação ao 2T25.
No acumulado dos últimos 12 meses, o lucro líquido recorrente do IRB(Re) alcançou R$ 592 milhões, um incremento de 20%. Considerando o efeito da reforma tributária, o número alcança R$ 501,1 milhões. Observando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido recorrente da carteira P&C do IRB(Re) encerrou o trimestre em R$ 220 milhões (+58%). Já a linha de Vida, que está sendo remodelada, teve resultado negativo em R$ 34 milhões. Contabilizando o impacto da reforma tributária, o desempenho ficaria em R$ 193 milhões (+39%) em P&C, com resultado negativo de R$ 35 milhões em Vida.
No primeiro semestre de 2026 (1S26), o lucro líquido da companhia somou R$ 259 milhões, em linha com o 1S25, quando apurou R$ 262,2 milhões. O resultado de subscrição foi de R$ 430 milhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Em um cenário de taxas de juros ainda elevadas, o IRB(Re) continua demonstrando sua robustez, com resultado financeiro de R$ 334 milhões nos primeiros seis meses de 2026.
“É o momento de dar o próximo passo: evoluir de uma resseguradora local para um ecossistema completo de proteção e soluções de risco. Temos a ambição de sermos uma plataforma de referência em proteção e estamos trabalhando para colocar toda esta estrutura em pé ainda em 2026. No centro desta estrutura permanece o IRB(Re), plataforma principal de subscrição, gestão de riscos e geração de resultados”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).
Compõem o ecossistema a IRB(Asset), que faz a gestão de ativos; o IRB(SSPE), antiga Andrina, voltada para operações de ILS (Títulos Vinculados a Seguros); o IRB(P&D), área dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento aplicados ao negócio; e o Instituto IRB, que será responsável por conectar a empresa com a sociedade, por meio da educação e da responsabilidade social.
Além disso, a companhia está em processo de constituição de duas seguradoras, uma com objetivo de realizar operações de seguros de P&C e outra para Vida. Com foco na rentabilidade da carteira internacional, a empresa protocolou um pedido de autorização junto ao regulador da Suíça para constituição de uma companhia resseguradora de P&C e um pedido junto ao regulador de Malta para uma entidade resseguradora no modelo de Protected Cell Company.
Resultado de subscrição alcança R$ 250 milhões
No trimestre, o resultado de subscrição alcançou R$ 250,3 milhões, crescimento de 9,3%, sendo R$ 304,8 milhões da linha de P&C. O desempenho da carteira P&C foi 41,2% maior. Apenas o segmento Patrimonial foi responsável por R$ 309,9 milhões, número 122,9% maior ao registrado no 2T25. Observando os últimos 12 meses, o resultado de subscrição é 33,6% maior do que o do ano anterior, chegando a R$ 838,7 milhões.
“No consolidado, o resultado de subscrição mantém uma trajetória consistente de evolução. Esse desempenho reflete os resultados da estratégia que estamos executando nos últimos anos, baseada em disciplina de subscrição e foco na rentabilidade. Mesmo em um cenário de menor volume de prêmios em alguns segmentos, seguimos ampliando a geração de resultado técnico e a qualidade do portfólio. Como consequência direta dessa evolução operacional, o lucro líquido também manteve sua trajetória de crescimento. Da mesma forma, a estabilidade do Índice Combinado Consolidado, que permaneceu em torno de 92%, evidencia a manutenção da disciplina de subscrição e da rentabilidade das operações”, explica Daniel Castillo, diretor-presidente das novas resseguradoras na Suíça e em Malta.
O prêmio retido encerrou o 2T26 com R$ 783 milhões, uma queda de 5% quando comparado com o 2T25, principalmente pela diminuição no prêmio retido doméstico, de 9%, que foi parcialmente compensada pelo incremento de 1% no internacional. A linha de Patrimonial, principal negócio da companhia, continua crescendo, tanto no Brasil quanto no exterior.
Despesa de retrocessão de proteção reduz 43%
O volume de prêmios retrocedidos diminuiu no 2T26, em linha com a estratégia da companhia de maior retenção de prêmios. O índice de retrocessão, portanto, ficou menor no 2T26, quando comparado ao 2T25, saindo de 38% para 32%.
“Nos últimos anos, realizamos um trabalho consistente de aprimoramento da disciplina de subscrição, fortalecimento dos processos de gestão de riscos e aumento dos níveis de solvência. Como consequência, passamos a ter maior confiança na qualidade do portfólio e na capacidade de retenção de riscos da companhia, permitindo uma gestão mais eficiente da compra de proteção. Com essa estratégia, a despesa com retrocessão de proteção totalizou R$ 274 milhões nos últimos doze meses, uma redução de 43% em relação aos R$ 480 milhões registrados no mesmo período do ano anterior”, destaca Daniel Volpe, diretor Técnico e de Retrocessões.
O índice de sinistralidade no 2T26 foi de 41,8%, frente a 51,9% quando comparado com o mesmo trimestre do ano anterior. Neste trimestre, a queda da sinistralidade consolidada (Brasil e Exterior) foi ocasionada pelas linhas de Patrimonial (19%) e Riscos Especiais (11%). O índice de sinistralidade no segmento Brasil foi de 13% no 2T26, comparado a 36,3% no 2T25. Já o índice de sinistralidade no exterior encerrou com 89% no 2T26, 5 pontos percentuais (p.p.) superior ao índice de 84% do 2T25, em virtude das sinistralidades de Vida, Rural e Outros.
Resultado financeiro e patrimonial soma R$ 167,4 milhões
Neste trimestre, o resultado financeiro e patrimonial somou R$ 167,4 milhões, 3,1% maior quando comparado ao 2T25. Nos últimos 12 meses, o resultado financeiro das carteiras de investimento chegou a R$ 718 milhões, acima dos R$ 673 milhões registrados no período de 12 meses encerrado no trimestre anterior. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo patamar ainda elevado das taxas de juros e pelo processo de realocação dos recursos em ativos com taxas mais atrativas. Do total registrado no período, R$ 128 milhões vieram da carteira onshore (nacional) e R$ 590 milhões da carteira offshore (exterior).
“Encerramos o segundo trimestre de 2026 com R$ 8,3 bilhões sob gestão, em comparação a R$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre. Desse total, 62% estavam investidos em reais, no mercado onshore, e 38% em dólares e outras moedas, no mercado offshore. A redução de R$ 218 milhões nos ativos financeiros sob gestão é explicada, principalmente, pela conclusão da transferência da carteira de resseguros e a consequente descontinuação das operações da sucursal de Londres, que se encontrava em run off. Com a efetivação da transferência, a companhia realizou a baixa dos ativos offshore, no montante de R$ 166 milhões, bem como dos passivos e demais saldos patrimoniais relacionados às operações. Apesar da redução dos ativos sob gestão, bem como da taxa básica de juros no período, o resultado financeiro das nossas carteiras de investimento continuou apresentando evolução crescente”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset).
Suficiência chega a 316% no 2T26
O Patrimônio Líquido Ajustado do IRB(Re) teve aumento de 14%, atingindo R$ 2,7 bilhões em junho de 2026. A suficiência alcançou R$ 1,9 bilhão e o patrimônio líquido ajustado correspondia a 316% do capital mínimo requerido em 30 de junho de 2026, comparado a 237% em 30 de junho de 2025.
“Do ponto de vista de gestão de riscos corporativos, a evolução do índice de solvência regulatória, alcançando o patamar de 316%, representa um crescimento de 79 pontos percentuais, o maior índice desde 2024. O crescimento consistente dos nossos indicadores segue como reflexo dos resultados positivos apresentados ao longo dos últimos anos, em linha com a nossa disciplina operacional”, diz Debora Tavares, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).
IFRS 17
O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publica seus resultados em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Considerando o IFRS 17, o resultado da companhia no 2T26 foi negativo em R$ 3 milhões, ante desempenho positivo de R$ 107 milhões no 2T25. Já o resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 115 milhões no trimestre, abaixo dos R$ 196 milhões observados no segundo trimestre do ano anterior.
“Neste trimestre, observamos uma evolução importante no resultado financeiro dos contratos. A despesa relacionada às taxas de desconto caiu de R$ 177 milhões no 2T25 para R$ 122 milhões no 2T26. Essa melhora veio principalmente do movimento das taxas correntes. Tivemos uma abertura das taxas, principalmente em dólar, o que reduziu o valor presente dos nossos passivos e gerou uma receita de R$ 14 milhões no trimestre. No mesmo período do ano passado, esse efeito havia gerado uma despesa de R$ 52 milhões. Do outro lado, temos o efeito da locked-in, que representa a atualização dos contratos pelas taxas definidas no momento do seu reconhecimento. Quando juntamos esses dois efeitos, chegamos a uma despesa R$ 55 milhões menor que no 2T25″, explica Thays Vargas, diretora de Controle e Finanças.
A Análise de Desempenho completa está disponível no site de Relações com Investidores da companhia (www.ri.irbre.com).
Imprensa IRB
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