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25 Aug

Seguro de Vida ganha novas funções na terceira idade

24 de junho de 2026
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O aumento da expectativa de vida dos brasileiros tem provocado mudanças na forma como as pessoas encaram o planejamento financeiro e a proteção patrimonial. Se em outras fases da vida o seguro costuma ser associado à proteção dos dependentes e à formação de patrimônio familiar, na terceira idade ele passa a assumir um papel voltado ao bem-estar, à autonomia e à qualidade de vida do próprio segurado.

De acordo com Eduardo Cordeiro, gestor da Unidade Curitiba Leste da Lojacorr Seguros, as necessidades mudam com o passar dos anos e exigem uma nova análise das coberturas contratadas. “Nessa fase da vida, o foco muda. A acumulação de bens deixa de ser a prioridade para a preservação da autonomia e do patrimônio que conquistou. Os riscos de acidentes aumentam e acidentes domésticos e um diagnóstico de doenças graves passam a ser algo mais próximo”, afirma. 

Segundo ele, o Seguro de Vida deixa de ser visto apenas como uma proteção financeira para os familiares em caso de falecimento e passa a oferecer suporte ao próprio segurado durante a vida. “O Seguro de Vida passa de ser uma garantia para os estudos dos filhos, uma possibilidade de amparo financeiro em uma falta e passa a ser uma garantia financeira para o próprio idoso em vida, garantindo recursos para tratamentos, adaptações na rotina e preservação da sua dignidade financeira, sem sobrecarregar a família”, explica.

Entre as coberturas que costumam ser mais procuradas pelo público da terceira idade estão as garantias para doenças graves, invalidez por acidente, morte e assistência funeral. A cobertura para doenças graves prevê o pagamento de uma indenização diretamente ao segurado em caso de diagnóstico de enfermidades previstas em contrato, como câncer, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). O valor pode ser utilizado livremente para custear tratamentos, medicamentos, cuidadores ou outras necessidades decorrentes da condição de saúde.

Já a cobertura para invalidez por acidente pode auxiliar financeiramente quando quedas ou outros acidentes comprometem a mobilidade e a independência da pessoa idosa. Os recursos podem ser utilizados para adaptações na residência ou para despesas médicas e assistenciais de longo prazo.

Outro ponto destacado por Cordeiro é a importância da cobertura de morte e da assistência funeral para a organização financeira da família. “A cobertura de morte serve principalmente para a liquidez no inventário, evitando que os bens fiquem bloqueados, uma vez que a indenização do Seguro de Vida não precisa passar por inventário”, observa.

Além das coberturas tradicionais, as seguradoras também vêm adaptando seus produtos para acompanhar o envelhecimento da população. Serviços de telemedicina, descontos em medicamentos, assistência residencial e até acesso à segunda opinião médica internacional já fazem parte de diversas soluções disponíveis no mercado. “As seguradoras cada vez mais estão entendendo que as pessoas estão vivendo mais, e que o idoso quer viver bem, não sendo um fardo para a família e não deixar somente uma herança. Por isso, os seguros modernos focam muito em seguros para utilizar em vida e para a vida”, destaca.

Na hora da contratação, especialistas recomendam atenção especial à Declaração Pessoal de Saúde (DPS), documento que reúne informações sobre o histórico médico do segurado. A omissão de doenças preexistentes pode comprometer o pagamento de indenizações futuras. 

Também é importante observar os limites de idade para contratação, as coberturas disponíveis e a evolução dos custos ao longo dos anos. Como o valor do seguro tende a aumentar conforme a faixa etária avança, o planejamento financeiro se torna um fator importante para garantir a manutenção da proteção. “O ideal é que o corretor de seguros acompanhe essa evolução do Seguro de Vida de seu segurado e vá adaptando coberturas, pois as necessidades vão mudando conforme a evolução da família e a idade de seu segurado”, conclui Cordeiro.

Para especialistas do setor, contratar um seguro ainda durante a fase economicamente ativa continua sendo a melhor estratégia. Além de ampliar as opções de cobertura disponíveis, a contratação antecipada facilita o acesso a condições mais adequadas para garantir proteção financeira e tranquilidade durante o envelhecimento.

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