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07 Nov

TransUnion: fraudes digitais custam mais de R$ 10 mil aos brasileiros

22 de junho de 2026
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Os brasileiros estão perdendo mais dinheiro com fraudes digitais. A perda média por vítima, relatadaentre consumidores que disseram ter perdido recursos devido a fraudes digitais (online, e-mail, telefone e mensagens de texto), chegou a R$ 10.699 — cerca de 6,6 salários mínimos —, segundo pesquisa da TransUnion®, empresa global de informação e insights que atua como DataTech.

Os dados fazem parte da Atualização do TransUnion H1 2026 do Relatório de Principais Tendências de Fraude, que incluiu uma pesquisa¹ global com 12.730 consumidores em 18 países e regiões e destaca como a fraude digital está cada vez mais sofisticada.

O resultado representa uma mudança relevante em relação ao levantamento anterior, quando o prejuízo médio era de R$ 6.311; ou seja, a perda média por fraude digital aumentou em 60%. O prejuízo médio do consumidor no Brasil também está acima da média relatada globalmente de USD $1.671², o equivalente a R$ 9.307.

A pesquisa também revelou que 41% dos brasileiros disseram ter sido alvo de tentativas de fraude digital na atualização mais recente. Apesar disso, uma parcela significativa dos consumidores diz não ter sido afetada, o que pode indicar possível subestimação de abordagens fraudulentas, especialmente em golpes de engenharia social – quando criminosos manipulam pessoas para obter dados ou acionar transferências financeiras.

O vishing surge como a causa de perda por fraude mais relatada pelos consumidores

Nesse cenário, o vishing – ligações telefônicas fraudulentas que induzem consumidores a revelar informações pessoais – foi apontado por 32% das pessoas entrevistadas como a maior causa de perda financeira por fraude. A prática consiste em simular contatos legítimos de instituições financeiras ou empresas para enganar consumidores.

A taxa supera a média global de 23%, indicando maior vulnerabilidade no mercado brasileiro a esse tipo de crime. Além disso, segundo o relatório, esquemas de uso de “laranjas” para movimentar dinheiro ilegal foram a segunda causa relatada por brasileiros que perderam dinheiro devido a fraude digital (19%), seguidos por invasão de conta (ATO) com 18%.

O resultado reforça que muitos golpes atuais exploram o fator humano, utilizando técnicas de persuasão, urgência e confiança para obter dados sensíveis ou induzir transferências financeiras.

“Hoje, a fraude se disfarça de contato legítimo e fala com a vítima como se fosse uma empresa confiável”, afirma Wallace Massola, head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil.

A fraude digital ficou mais profissionalizada: hoje o criminoso soa legítimo, conquista a confiança da vítima e ataca onde a perda é maior. Com engenharia social e inteligência artificial, os fraudadores conseguem escalar abordagens, adaptar o discurso e parecer legítimos com muito mais rapidez – e isso ajuda a explicar porque o prejuízo por vítima está mais alto”, completa Massola.

Principal causa das perdas por fraude

Principal causa Brasil Global
Golpes por telefone (Vishing) 32% 23%
Uso de “laranjas” para movimentar dinheiro ilegal 19% 24%
Invasão de contas (ATO) 18% 21%
Uso indevido de dados pessoais (Roubo de identidade) 17% 21%
Golpes por SMS (Smishing) 17% 18%
Uso indevido de cartão/cobranças fraudulentas 16% 19%
Golpes por e-mail ou mensagens falsas (Phishing) 15% 20%
Engenharia social 15% 20%

Fonte: pesquisa de consumidores TransUnion

Brasil permanece acima da média regional em fraudes digitais

De acordo com dados proprietários da rede global de inteligência da TransUnion, a taxa de suspeitas de tentativas de fraude digital³ analisadas no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Porto Rico foi de 2,7% em 2025. No entanto, o Brasil registrou uma taxa de 3,8%, colocando-se acima da média dos países latino-americaos analisados e entre os três principais mercados entre eles a Nicarágua (12,5%) e a República Dominicana (6,5%).

“A prevenção de fraudes avançou, mas o Brasil ainda está longe de ser um cenário confortável. Embora os investimentos estejam contribuindo para uma leve redução nas suspeitas de transações fraudulentas em toda a região, o país ainda opera acima da média, reforçando que o desafio continua relevante e exige atenção constante”, conclui Massola.

Metodologia

A TransUnion chegou a suas conclusões com base em uma pesquisa global realizada de 20 de novembro a 9 de dezembro de 2025. Mil pessoas foram pesquisadas no Brasil de 20 de novembro a 5 de dezembro de 2025, como parte da pesquisa global.

ara saber mais sobre como as soluções de prevenção de fraudes da TransUnion podem ajudar empresas a evitar fraudes e prevenir perdas por fraude, clique aqui.

Dados específicos de países e regiões no relatório incluem Brasil, Botsuana, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Hong Kong, Índia, México, Namíbia, Nicarágua, Porto Rico, África do Sul, África do Sul, Espanha, Reino Unido, Ruanda e Zâmbia, Reino Unido e Estados Unidos.

 Imagem Corporativa 

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