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27 Jan

Metade das contas a receber do comércio global enfrenta riscos muito altos

27 de janeiro de 2026
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Allianz Trade publica a 4ª edição do seu Índice de Complexidade de Cobrança, oferecendo uma avaliação clara da facilidade ou dificuldade que as empresas têm em recuperar faturas não pagas em 52 economias que representam 90% do PIB e do comércio global. De acordo com a líder mundial em seguro de crédito, a complexidade global de cobrança se encontra em um nível “alto” de 47,2 em 100.

Exportadores brasileiros enfrentam complexidade de cobrança “muito alta”

A América Latina se destaca como uma das regiões onde os exportadores estão mais expostos à complexidade da cobrança internacional de dívidas. O Brasil, inclusive, leva a nota 54, considerando o conjunto de países para os quais exporta. Na região, Peru ocupa o primeiro lugar (55), e os brasileiros dividem o segundo lugar com Colômbia e México, ambos com 54.

De acordo com o relatório, dada a duração e o custo das ações judiciais no Brasil, as chances de obter sentenças executórias em tempo hábil são baixas, sendo preferível considerar acordos amigáveis e métodos especializados de cobrança de dívidas como forma de evitar a via judicial. Em relação aos devedores insolventes, o uso de mecanismos de recuperação de empresas está aumentando. Na prática, porém, as chances de recuperar dívidas continuam baixas.

Além disso, as empresas brasileiras enfrentam riscos de cobrança de dívidas em todos os países quando realizam comércio internacional. Entre os seus 20 principais destinos de exportação, os países mais difíceis para cobrar suas dívidas são Arábia Saudita, México e China, como aponta o gráfico.

A complexidade global diminui ligeiramente, mas a cobrança de dívidas segue um grande desafio para as empresas

A pontuação da Complexidade da Cobrança tem quatro níveis: “Notável” (pontuação abaixo de 40), “Alta” (entre 40 e 50), “Muito Alta” (50 a 60) e “Grave” (acima de 60). A média global é ligeiramente inferior à da edição de 2022 (49/100) e reflete uma distribuição de risco mais estreita: uma menor proporção de países se enquadra agora nas categorias “Grave” (15% contra 16% em 2022) e “Muito alta” (21% contra 29%), enquanto a proporção das categorias “Alto” (29% contra 24%) e “Notável” (35% contra 31%) aumentou. No entanto, com as insolvências empresariais permanecendo elevadas em todo o mundo e a fragmentação global aprofundando-se em um contexto de mudanças nos padrões comerciais, protecionismo volátil, tensões geopolíticas e riscos digitais crescentes, a cobrança de dívidas deverá se tornar cada vez mais complexa para as empresas, especialmente para os exportadores.

“Estimamos que 48% das contas a receber do comércio internacional se encontrem em países com complexidade de cobrança “muito alta” (22%) ou “grave” (26%). Em comparação com 2022, isso representa um aumento limitado (+1 pp), mas um aumento significativo em valor absoluto para US$ 1,1 trilhão devido à expansão do comércio global. Os processos de insolvência ainda representam a maior parte da complexidade de cobrança em todas as regiões. As práticas de pagamento locais, em particular, destacam-se como o principal fator de complexidade de cobrança no Oriente Médio, enquanto as complexidades relacionadas aos tribunais são menos frequentes na Europa Ocidental do que no Oriente Médio, África e América Latina. Esses fatores estruturais explicam por que a cobrança internacional de dívidas segue um processo difícil em todo o mundo”, afirma Fabrice Desnos, membro do Conselho de Administração da Allianz Trade, responsável por Inteligência de Crédito, Resseguro e Seguro Garantia.

Arábia Saudita, México e Emirados Árabes Unidos são os mercados mais complexos para a recuperação de dívidas

Considerando as práticas locais de pagamento, os processos judiciais e os quadros de insolvência, a Allianz Trade considera que a Alemanha, os Países Baixos e Portugal são os três países onde é mais fácil recuperar dívidas internacionais, enquanto a Arábia Saudita, o México e os Emirados Árabes Unidos continuam sendo os mais difíceis.

“A cobrança internacional de dívidas é quase três vezes mais complexa na Arábia Saudita do que na Alemanha… mas esta última também não está isenta de complexidades em termos de cobrança internacional. Nesse contexto, a diferença entre as economias avançadas e os mercados emergentes vem diminuindo gradualmente ao longo do tempo, nomeadamente na Ásia, mas continua a existir. A maioria das economias avançadas têm um nível “notável” de complexidade na cobrança. Em média, o Oriente Médio e a África são as duas regiões mais complexas”, explica Pascal Personne, Head de Sinistros e Cobranças do Grupo Allianz Trade.

Fazer negócios nos Centros Comerciais da Próxima Geração requer seletividade

Em meio às mudanças estruturais do sistema comercial global, novos centros comerciais estão surgindo, tornando-se elos em novas rotas comerciais, bem como novos centros de manufatura emergentes. No entanto, apesar de seu apelo, a recuperação de dívidas continua sendo um desafio para os exportadores desses mercados, se somando ao já existente risco-país.

“Em um mundo dividido pela geopolítica, pelo protecionismo e pelos efeitos das mudanças climáticas, o comércio global está traçando novos caminhos. Mas os emergentes ‘Centros Comerciais de Próxima Geração’, incluindo os Emirados Árabes Unidos, o Vietnã e a Malásia, apresentam um nível ‘grave’ de complexidade de cobrança, com uma pontuação média de 62. Embora esses mercados sejam cada vez mais críticos no contexto atual, isso exige seletividade e gestão de crédito rigorosa ao considerar fazer mais negócios lá”, acrescenta Maxime Lemerle, analista-chefe de pesquisa de insolvência da Allianz Trade.

Race Comunicação

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