As notícias de incêndios estruturais seguem crescendo no ano. É o que revela o levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 2000 ocorrências de incêndios estruturais nos dez primeiros meses deste ano, representando alta de 10,1% ante o mesmo período de 2023, quando foram registradas 1817 notícias.
Os números representam crescimento em comparação com igual período de 2022 (1669 ocorrências) e também em relação aos dez primeiros meses de 2021, quando foram capturadas 1898 reportagens. “Infelizmente o ano segue com alta nos registros de incêndio no Brasil. Nosso monitoramento diário de notícias continua sendo o único meio para estimarmos como está a questão de incêndios no Brasil, uma vez que as estatísticas de ocorrências coletadas pelos corpos de bombeiros estaduais não são divulgadas”, conta Marcelo Lima, consultor do ISB.
Os sinistros contabilizados são chamados de “incêndios estruturais”, ou seja, aqueles que poderiam ter sido contornados com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências.
“Reiteramos o pedido aos corpos de bombeiros para que publiquem os dados de ocorrências a fim de que pesquisadores, profissionais do setor, imprensa e a sociedade em geral consigam entender a real dimensão dos incêndios no país”, finaliza Lima.
Uso de sprinklers ainda é tímido
Em pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos junto a empresas multinacionais e de capital nacional com mais de 250 funcionários a pedido do ISB, revelou que o grau de adoção de sprinklers nas empresas é baixo. Apenas 36% das 300 companhias entrevistadas pelo Ipsos disseram contar com sistemas deste tipo em suas instalações.
O levantamento mostrou ainda que apenas 14% das entrevistadas disseram contar com sistema deste tipo em todas as suas unidades e 22% declararam contar com o sistema em apenas algumas unidades operacionais.
O estudo detectou que o uso de sprinklers é maior entre as multinacionais. 48% das empresas estrangeiras, com operações no país, ouvidas pelo levantamento, disseram ter sprinklers em suas operações. Entre as empresas nacionais, o índice é de 34%.
O porte também influi na aderência a este tipo de tecnologia. O índice de uso sprinklers em empresas com mais de 500 funcionários é de 45%. Entre empresas menores, com 250 a 499 funcionários, o percentual é de 28%.
Conteúdo Comunicação
You may be interested

Sindsegnne cria Comissões Técnicas para fortalecer atuação institucional
Publicação - 30 de janeiro de 2026O Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) anuncia a criação de suas Comissões Técnicas, uma iniciativa estratégica voltada ao fortalecimento da atuação institucional e à ampliação…

Zurich implementa programa que reduz vulnerabilidades digitais
Publicação - 30 de janeiro de 2026A Zurich implementa a iniciativa SHIFT LEFT 360°– Cloud, Code & Culture, um projeto interno voltado a integrar segurança da informação ao ciclo de desenvolvimento e ao…

Os desafios do seguro de property para frigoríficos no Brasil
Publicação - 30 de janeiro de 2026A indústria frigorífica brasileira desempenha um papel estratégico na matriz econômica do país, atuando de forma abrangente nos segmentos de carne bovina, suína e de aves e…
Mais desta categoria

IA redefine o trabalho no mercado de seguros sem eliminar o papel do corretor
Publicação - 30 de janeiro de 2026
UCS promove encontro sobre liderança, sucessão e o futuro do corretor
Publicação - 30 de janeiro de 2026










