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02 Feb

Presidente do CSP-MG debate tendências do mercado de Vida

30 de junho de 2022
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O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, participou, no dia 23 de junho, do painel “Tendências e Oportunidades do Mercado de Seguro de Vida”, uma das atrações da programação da terceira edição da Fetransporte Brasil Conference.

O evento on-line reuniu em três dias, entre 21 e 23/06, os principais players do mercado que forneceram aos corretores subsídios e conhecimento para ampliarem seus negócios, diversificando suas carteiras. Segundo a organização do evento, foram mais de 25 horas de transmissão, que somaram mais de 20 mil visualizações dos conteúdos disponibilizados.

No painel sobre seguro de vida, também estavam presentes os presidentes do CVG-RS, Andréia Araújo; do CVG-RJ, Octávio Perissé; e do recém-criado CVG-SC, Felipe Carvalho, que mediou os debates. O executivo é head de Seguro de Vida da Fetransporte Brasil.
João Paulo Mello agradeceu o convite e elogiou a iniciativa. “É uma grande satisfação participar desse fórum tão importante que, além de debater o seguro de transporte de cargas, ampliou o universo da discussão ao propor painéis que abordaram ramos como seguro de vida, responsabilidade civil, previdência e assuntos atuais como metaverso”.

O presidente do CSP-MG avalia que é necessária a inclusão de mais beneficiários no segmento de vida. “Existe um ‘gap’ de proteção no País. A população mais necessitada que deveria estar protegida não está. Claro que a situação econômica do Brasil interfere na decisão de compra do produto. A pessoa precisa ter renda para priorizar pelo menos uma assistência funeral e o seguro invalidez. Acredito que cabe a nós, agentes do setor, levar a proteção, a segurança e a tranquilidade a milhões de brasileiros, conscientizando a sociedade sobre a importância de estar seguro”, defende.

Citando um ditado antigo, “o ótimo é inimigo do bom”, Mello disse acreditar que os corretores precisam ofertar produtos mais simples, focados no digital, com capitais menores. “São os chamados produtos de entrada. Isso para que o consumidor ingresse no universo da proteção. Quando o cliente enxergar as vantagens de estar protegido, é a hora de incluir a família, oferecendo produtos complementares”.

O mediador do debate, Felipe Carvalho, complementou a fala de Mello. “Quem sustenta nosso negócio é a parte de cima da pirâmide social, mas chegou o momento de assumirmos nossa missão social, que é incluir as camadas menos favorecidas no mercado da proteção. O que precisamos fazer para vender os seguros de pessoas? Estratégia, capacitação, ferramentas adequadas e muita persistência. Vai exigir esforço de todos, corretores e seguradores, mas é a nossa contribuição para ampliar a penetração do seguro de vida na sociedade”.

Octávio Perissé, presidente do CVG-RJ, ressaltou que por meio dos seguros inclusivos existe uma oportunidade “ímpar” de se atingir as pessoas de baixa renda. “O mercado precisa entender os seguros inclusivos”, pontuou Perissé que citou uma reportagem, que viralizou na internet, sobre uma senhora, dona Janete, que perdeu a filha e ficou com cinco netos para cuidar.

“Se essa senhora recebesse um seguro de vida hoje teria uma possibilidade melhor para seguir e ajudar seus netos. Precisamos pensar no macro, aumentar nossa abordagem para sairmos do lugar comum. Afinal, o Brasil tem 240 milhões de habitantes. Não podemos enxergar e trabalhar para apenas 60 milhões. É preciso refletir sobre como aumentar o número de segurados e explicar que o seguro de vida é capaz de amparar os entes queridos do segurado. Isso é fundamental”, enfatizou.

A presidente do CVG-RS, Andréia Araújo, lembrou que a pandemia da Covid-19 aumentou a percepção de risco por parte do brasileiro. “O seguro de vida entrou na pauta. Começamos a falar de questões não muito ditas antes: a morte e a questão da sobrevivência”.

A executiva divulgou dados de uma pesquisa sobre a renda da população brasileira. “Cerca de 47% da população possui renda familiar de R$ 1.700,00. Apenas 2,6% concentram renda acima de R$ 10.000,00. É uma discrepância enorme! As pessoas que mais precisam não conseguem contratar um capital adequado para sua necessidade e de seus familiares”, apontou.

Durante o painel, os palestrantes ainda apresentaram um conjunto de oportunidades que os profissionais têm em mãos, propiciando-lhes expandir suas parcerias comerciais.

DG Comunicação

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