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13 May

Por/by: Carlos Alberto Pacheco

O papel das profissionais de vários matizes e ocupação gradativa de espaços é reflexão necessária

Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional da Mulher há 45 anos, a sociedade clamava por um debate mais claro sobre igualdade e direitos da força feminina no atual cenário e suas conquistas sociais e políticas. Em 8 de março de 1977, o mundo reconhecia esse papel, pois a mulher começava a ocupar um espaço importante em vários setores da atividade humana, porém ainda longe de marcar território onde quer que estivesse.
Mais de quatro décadas se passaram e a mulher reforça sua representação frente à hegemonia masculina. Na economia, sua presença é marcante. São verdadeiras heroínas do dia a dia – ora são trabalhadoras exemplares no setor público ou privado, ora exercem o papel de executivas de ponta e lideram com maestria as empresas. Também são chefes de família, donas de casa e, sobretudo, mães.
Em tempos difíceis e desafiadores, com a eclosão da pandemia da covid-19, se sobressaíram (e se sobressaem) na área da saúde salvando vidas. Segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), no planeta, mais de 70% dos trabalhadores deste setor são mulheres que estão na linha de frente em estabelecimentos de saúde, clínicas e hospitais. Além de preservar vidas, cuidam das comunidades às quais estão inseridas e mantêm as famílias unidas frente ao caos.
Em 2021, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde revelou uma estatística interessante com base em resultados do IBGE. No Brasil, profissionais femininas respondem por 65% dos postos de trabalho ocupados no setor público e privado de saúde, podendo ultrapassar 90% de participação em carreiras como Fonoaudiologia, Nutrição e Serviço Social.
De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as mulheres também representam mais da metade do total de profissionais em atividade no setor de seguros, cujo desempenho tem sido notável no sentido de desonerar o governo de gastos para o amparo à sociedade durante a pandemia. O seu protagonismo inclusive é evidenciado por cargos de direção que ocupam em algumas das principais companhias do País e do mundo.
Mediante esta realidade e comprometida com as melhores práticas de diversidade e inclusão de talentos na carreira de seguros, a própria CNseg comemora anualmente, desde 2019, o Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros todo o dia 25 de setembro. Diversidade e inclusão são dois temas que se incorporaram na ordem do dia das seguradoras e servem de profunda reflexão dos principais players.

Obras singulares

Nos últimos anos, o papel feminino no setor foi alvo de pesquisas e análises. Em 2019, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) lançou o terceiro estudo Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, assinado pelo economista Francisco Galiza e pela diretora de Ensino Técnico da entidade, Maria Helena Monteiro. Duas conclusões bastante animadoras podem se extrair da obra: a primeira é que um em cada quatro executivos de seguradoras é mulher – proporção esta mais vantajosa em relação a cenários anteriores. E a segunda conclusão ratifica a informação revelada pela CNseg dois anos depois: as mulheres são maioria nas seguradoras (55%). Hoje, este percentual pulou para 57,5%.
Já em novembro de 2020, a Editora Leader lançou o livro Mulheres do Seguro, chamando a atenção para um assunto palpitante: a equidade de gênero. A obra é recheada por 30 depoimentos de profissionais, executivas e empreendedoras, acompanhados dos seus perfis, que atuam nas principais cidades brasileiras. As coautoras narram suas trajetórias até atingir o sucesso profissional e o equilíbrio na vida familiar e pessoal. A coordenação do livro coube à Regina Lacerda, CEO da Rainha Seguros, e Andréia Roma, CEO da editora.
O depoimento das mulheres e suas trajetórias profissionais no mundo dos seguros comprovam o valor inquestionável de suas atuações para o desenvolvimento não só das empresas, mas da economia como um todo. O caminho para a equidade de gênero é árduo, porém os resultados começam a aparecer, conforme dados de recentes pesquisas. Afinal, o empoderamento feminino deixa de ser uma peça de ficção para se tormar realidade no ambiente corporativo. A conquista de novos espaços deve ser permanente e o principal desafio é a quebra de paradigmas da supremacia masculina. Os exemplos da garra e competência femininas são inúmeros – desde a arte, a música, política, economia até a saúde e bem-estar dos brasileiros.

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