O assunto da primeira live do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) neste 2022 foi: “Mercado de Seguro Saúde: Reajustes anuais, qual é o papel do corretor?” Mediada pelo coordenador da Comissão de Saúde e Odonto do CCS-RJ, Paulo Machado e pelo Diretor financeiro do Clube, Marco Aurélio Marques, o debate contou com a participação muito especial do Coordenador do MBA de Saúde Suplementar e de Seguros da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Sérgio Ricardo, que já disparou em sua primeira intervenção: “O tema dos reajustes nesta área não é um assunto simples, nem pouco complexo.”
Além das dificuldades inerentes ao próprio setor, Sérgio Ricardo destacou que “a incapacidade de organizar nossa economia e política” é um dos motivos que levam à complexidade em chegar a um reajuste dos planos de saúde que seja factível a todos. “Estamos com a taxa de juros (Selic) em 10,75%, quando já foi de 2,5% no governo passado, no período Temer”, ressaltou ele.
“A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) define o reajuste anual fazendo um comparativo: pega todas as despesas dos planos individuais, todas as das pequenas e médias empresas (PMEs) e as dos planos empresariais, e chega a um número. Isso é parte da conta para o reajuste. E também é preciso levar em conta a capacidade de pagamento, tanto das empresas, como da pessoa física”, explicou Sérgio Ricardo.
Marco Aurélio Marques concordou com a análise do coordenador da UCP, afirmando que “este é um dos ramos da indústria do seguro que tem um pós-venda super trabalhoso e difícil”. O diretor do CCS-RJ fez um complemento e um alerta: “Muitos corretores acabam se tornando meros ‘vendedores de planos’, só preocupados em efetivar o negócio, e deixam o cliente à mercê dos 0800 da vida, sem apoio técnico, nem operacional. Isso tanto em relação a um usuário pessoa física, como às pequenas e microempresas (PMEs). Então, é muito importante levantar esta bandeira da profissionalização do corretor de seguros.”
Já Paulo Machado, utilizando um exemplo pessoal, ponderou sobre as inovações que as operadoras de saúde vêm realizando com o objetivo de diminuir a sinistralidade.” Há cerca de três anos, sofri um infarto. Mas era algo já esperado, pois meu clínico, graças a um exame, já havia me alertado sobre uma placa numa artéria. E eu corri para o hospital quando comecei a me sentir mal – colocaram um stent em mim, quando eu ainda estava infartando”, contou o coordenador do CCS-RJ. “Então, depois desse episódio, a seguradora me inseriu num plano de acompanhamento, onde eu faço exercícios numa academia, acompanhado por um médico e um nutricionista. E a seguradora me liga a cada dois meses para saber se estou fazendo todos os exames. A partir daí, minhas taxas de saúde melhoraram muito”, complementou Machado.
Ao finalizar a primeira live de 2022, o presidente do CCS-RJ, Luiz Mário Rutowitsch, destacou que a relevância e pertinência das informações fornecidas pelos especialistas provocaram uma grande quantidade de perguntas no chat, “abrindo espaço para novas lives sobre o tema”. O líder do CCS-RJ convidou os corretores a se inscreveram no canal do CCS-RJ “porque muitas novidades virão”.
Assista à live na íntegra no Canal do CCS-RJ no YouTube
VTN Comunicação
Legenda da foto: No sentido horário, o coordenador de Saúde, Paulo Machado, o diretor-financeiro, Marco Aurélio Marques, e o presidente do CCS-RJ, Luiz Mário Rutowitsch, que receberam o professor da Universidade Católica de Petrópolis, Sérgio Ricardo.
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