Seis setores, em um universo de 18 analisados, saíram na dianteira da recuperação após as medidas de flexibilização das normas de distanciamento social em diversos países. Por ordem, tecnologia, fármacos, serviços médicos, varejo, mineração e automóveis. Os 12 restantes, incluindo os seguros, permanecem ainda afetados pela crise econômica gerada pela pandemia, segundo levantamento da GlobalData. Home office, atendimento a pacientes da Covid-19, compras online, retomada das encomendas pela China e uso de carro particular, em vez de transporte público, explicam o comportamento positivo dos setores que reagem mais rapidamente. Os dados da pesquisa foram apresentados na última reunião mensal do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.
No caso de seguros, três fatores puxaram ainda o desempenho inferior à média no plano mundial: salto nos pagamentos de indenizações, desaceleração dos negócios e queda do resultado financeiro, dada a volatilidade dos ativos em função da instabilidade econômica mundial. Em consequência desse quadro, p setor segurador mundial, em geral, registrou perdas de cerca de 20% em seus ativos nos sete primeiros meses do ano, comparando-se ao mesmo período de 2019.
Número ainda mais elevado foi constatado em relação aos empregos. As seguradoras, na média mundial, reduziram perto de 30% os seus postos de trabalho nesses sete meses. “Os dados de seguros, comparativamente a outros setores, não chegam a surpreender, porque, desde o começo da pandemia, havia certa unanimidade em torno das consequências severas para a atividade, que tem um estreito vínculo com o ritmo de produção, emprego e renda. A queda da movimentação econômica, as restrições à mobilidade das pessoas e a diminuição da renda em razão da crise trariam impactos que agora começam a ser mais bem retratados no mundo e no Brasil pelas mais variadas pesquisas”, assinalou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, lembrando que, no País, o quadro é relativamente melhor do que os do mercado mundial em termos de perdas. Isso, porque aqui ainda é baixa a penetração de seguros de grandes riscos e de responsabilidade civil, que estão tendo forte impacto nos países centrais.
No Brasil, no primeiro semestre a receita de prêmios recuou 3,5% sobre os seis primeiros meses de 2019, aos R$ 121,1 bilhões (sem Saúde e DPVAT). Vale destacar que em algumas modalidades a contração de prêmios foi acima da taxa média, embora não haja evidências mais conclusivas em vista do período ainda curto de observação das estatísticas de impacto da COVID-19.
Superintendência -Executiva de Comunicação e Imprensa da CNseg
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