A falta de oportunidades econômicas, a desinformação e a informação incorreta agora são considerados riscos prioritários para os líderes do G20, somando-se ao possível impacto de uma recessão econômica, à inflação de curto prazo e aos riscos associados a serviços públicos e proteções sociais insuficientes. É o que indica a Pesquisa de Opinião Executiva 2025, realizada pelo Fórum Econômico Mundial e publicada hoje por seus parceiros estratégicos – Marsh McLennan (NYSE: MMC), líder global em risco, estratégia e pessoas, e Zurich Insurance Group, segurador global líder e fornecedor de serviços de resiliência.
A pesquisa anual revela os cinco principais riscos de curto prazo identificados por mais de 11.000 líderes empresariais de 116 países. Os temores relacionados a uma recessão econômica continuam dominando as preocupações citadas pelos líderes empresariais do G20, liderando a lista geral pelo terceiro ano consecutivo e ocupando o primeiro lugar no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Na América Latina, os principais riscos enfrentados por empresas e sociedades incluem a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais, a falta de oportunidades econômicas e o desemprego, bem como a crescente atividade criminosa e econômica ilícita. Além disso, a região é afetada pela incerteza econômica derivada de possíveis recessões e pela polarização social, fatores que juntos representam desafios significativos para a estabilidade e o desenvolvimento sustentável no curto e médio prazo.
Carlos A. Rivera, CEO da Marsh McLennan para América Latina e Caribe, destaca: “Os desafios sociais e econômicos estão profundamente entrelaçados, com riscos como a insuficiência de serviços públicos e a falta de oportunidades econômicas impactando diretamente a estabilidade da América Latina. É importante que as organizações enfrentem esses riscos com uma abordagem integrada, que combine resiliência financeira, inovação na gestão de riscos e colaboração multissetorial para proteger as comunidades e promover um desenvolvimento sustentável e equitativo.
Laurence Maurice, CEO da Zurich na América Latina, afirma que os resultados reforçam desafios comuns nos países latino-americanos. “Os riscos relacionados às proteções sociais aparecem com força em toda a região. Ampliar o acesso à proteção financeira e investir em educação e formação profissional são caminhos essenciais para fortalecer a resiliência das comunidades”. Segundo ela, os resultados dialogam diretamente com iniciativas conduzidas regionalmente pela Zurich, como a capacitação técnica, desenvolvimento de competências socioemocionais e inclusão produtiva de jovens, ampliando oportunidades de empregabilidade e contribuindo para a resiliência social.
Pela primeira vez, os riscos tecnológicos associados à desinformação e à informação incorreta entraram para os cinco principais riscos apontados pelos líderes empresariais do G20, ocupando a quinta posição. Isso reflete o temor de que os avanços em IA estejam alimentando a guerra da informação em meio ao aumento das tensões geopolíticas, influenciando eleições e mercados globais, além de ameaçar infraestruturas críticas e a cibersegurança.
Os riscos sociais associados à insuficiência de serviços públicos e proteções sociais, bem como à falta de oportunidades econômicas ou ao desemprego, foram classificados em segundo e terceiro lugar, refletindo preocupações crescentes sobre a fragmentação social. A inflação, que foi citada como o terceiro risco mais urgente em 2024, ficou na
quarta posição este ano.
Os eventos climáticos extremos, que em 2024 foram classificados como o quinto maior risco pelos líderes do G20, não apareceram entre os cinco principais riscos deste ano.
“Com o avanço da inteligência artificial, a proliferação da desinformação e da informação incorreta está permitindo que agentes mal-intencionados atuem de forma mais ampla. Por isso, os desafios trazidos pela rápida adoção da IA e pelas ameaças cibernéticas associadas agora ocupam o topo das agendas dos conselhos de administração, pontua Andrew George, presidente da Marsh Specialty”, diz Andrew George, presidente de Marsh Specialty Global.
Para Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil, o relatório evidencia uma transição crucial na agenda de risco das empresas: as ameaças sociais e tecnológicas, que ganharam um lugar de destaque ao lado das preocupações econômicas imediatas. Isso demonstra uma visão mais ampla e integrada dos líderes, ao entenderem que a estabilidade dos negócios está intrinsecamente ligada ao bem-estar social e à confiança digital.
“No entanto, é fundamental que esse olhar estratégico seja amplo. A ausência dos eventos climáticos extremos no ranking de preocupações de curto prazo não significa que o risco tenha diminuído. Pelo contrário, significa que sua materialização é considerada certa e sua gestão não pode mais ser adiada. A construção de resiliência climática é um imperativo de longo prazo que demanda ação imediata”, afirma.
“Empresas, governos e a sociedade precisam unir forças agora para adaptar infraestruturas, repensar modelos de negócio e proteger comunidades, transformando esse desafio global em uma oportunidade de inovação e desenvolvimento sustentável”, complementa.
“Desafios como previdência e saúde pública não são mais apenas questões governamentais – são prioridades dos conselhos de administração. É alarmante ver que, hoje, na Europa, há menos de três adultos em idade ativa para cada aposentado, e mais de um terço dos cidadãos da UE não está economizando o suficiente para a
aposentadoria. Essas lacunas ameaçam tanto o bem estar da força de trabalho quanto a estabilidade social mais ampla. O momento de agir é agora; ao unir forças entre setores, podemos ajudar as pessoas a construir resiliência financeira e garantir um futuro melhor para todos”, afirma Alison Martin, CEO EMEA & Bank Distribution do Grupo Zurich.
A Pesquisa de Opinião Executiva é realizada pelo Centro para a Nova Economia e Sociedade do Fórum Econômico Mundial. O Zurich Insurance Group e a Marsh McLennan são parceiros estratégicos do Fórum Econômico Mundial.
Assessoria ConteudoInk
Foto: Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil
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