00:00:00
28 Jan

Inteligência de Negócios: o poder dos dados para decisões estratégicas

2 de julho de 2025
237 Visualizações

Em um mundo empresarial cada vez mais dinâmico e competitivo, a informação deixou de ser apenas um suporte e passou a ser um dos principais pilares da tomada de decisão. No centro desse processo, a Inteligência de Negócios – também conhecida como Business Intelligence (BI) – ganha papel de destaque ao transformar dados brutos em análises relevantes. Além de conhecimentos únicos que impulsionam estratégias e proporcionam vantagens competitivas, podendo, inclusive, mudar a direção do negócio.

A tecnologia tem acelerado esse movimento. Com o avanço da inteligência artificial (IA) e do machine learning, a sociedade contemporânea gera e consome uma quantidade de informações sem precedentes. Essa dinâmica exige das empresas não apenas a capacidade de armazená-las, mas, principalmente, de analisá-las de forma crítica, segura e eficaz.

Num cenário em que os dados crescem em volume e complexidade, dominar a arte de coletar, tratar, interpretar e comunicar informações relevantes tornou-se um diferencial essencial. Os desafios são muitos: garantir qualidade, tempestividade, segurança da informação e fomentar uma cultura voltada à decisão baseada em dados. Isso é fundamental para o sucesso organizacional.

BI: mais que suporte, um motor estratégico

A inteligência de negócios atua como catalisadora de decisões eficazes. Seu escopo abrange desde a coleta e o preparo dos dados — estruturados ou não — até sua análise técnica e entrega em formatos variados, como dashboards, relatórios analíticos, análises estatísticas e preditivas. O objetivo? Apoiar decisões, monitorar ações, mitigar riscos, identificar oportunidades e promover crescimento sustentável.

Mas para que isso ocorra de forma efetiva, o trabalho técnico precisa caminhar lado a lado com a empatia e o entendimento das pessoas. Entregar uma análise assertiva exige compreender as necessidades de diferentes públicos dentro da empresa. Muitas vezes, os solicitantes nem conseguem expressar com clareza o que desejam. Cabe à equipe de BI provocar o pensamento certo, desafiar premissas e explorar junto ao cliente o verdadeiro problema por trás da solicitação.

Informação de qualidade fora do tempo ideal perde seu valor. Imagine um executivo indo a uma reunião estratégica sem os dados necessários em mãos – mesmo que esses dados cheguem horas depois com uma excelente apresentação, sua utilidade já estará comprometida. A boa informação é a que chega na hora certa. Inclusive, a demora na entrega pode perpetuar diretrizes equivocadas ou inibir ações promissoras.

A tempestividade é, portanto, um valor fundamental na área de inteligência de negócios que realmente impacta a organização. Um bom relatório não é aquele que apresenta apenas números positivos e impactantes, mas, sim, que contribui efetivamente nos resultados da empresa. Informações irrelevantes custam caro – tanto financeiramente quanto em tempo e foco desperdiçados. Uma área de BI eficiente deve acompanhar de perto a evolução estratégica da companhia. O dado relevante de ontem pode não ter mais utilidade hoje.

Saber desapegar de relatórios obsoletos é sinal de maturidade analítica. Do mesmo modo, mesmo que uma informação seja correta e útil, a empresa pode não estar pronta para absorvê-la — o que exige sensibilidade e timing da equipe. A qualidade técnica dos dados também é essencial. Em tempos de decisões rápidas e alto impacto, qualquer falha metodológica pode minar a confiança e desqualificar análises relevantes. Por isso, é fundamental garantir a transparência dos métodos e alinhar expectativas com todas as áreas envolvidas.

Outro ponto crucial é a conexão entre os dados. Ainda que existam boas ferramentas e bases estruturadas, se a análise não for capaz de contar a história completa do cliente ou do produto, por exemplo, haverá subutilização. Unidades isoladas até podem gerar valor, mas é na integração das operações que o verdadeiro potencial dos dados se revela. Ter dados não é suficiente. É preciso conhecer o negócio. Sem entendimento do contexto, mesmo a maior base de dados pode virar um amontoado de números sem propósito.

O profissional de BI precisa ser quase um contador de histórias, capaz de traduzir realidades complexas e extrair sentido e relevância das informações. Os dados não falam sozinhos. É o olhar crítico e especializado que os transformam em conhecimento. Além disso, entender as premissas por trás das análises é imprescindível. Um mesmo indicador pode gerar conclusões diferentes conforme os filtros aplicados. Cabe à equipe de BI garantir que a pergunta certa esteja sendo respondida e que todos os envolvidos compreendam as nuances dos resultados.

Adaptar a comunicação ao público também é uma competência cada vez mais valorizada. Uma análise útil para a área de sinistros de uma seguradora, por exemplo, pode precisar de ajustes para fazer sentido à área de precificação. Termos técnicos, visualizações e até a linguagem utilizada precisam ser adaptados para que os dados gerem impacto em diferentes setores.

Eficiência, automação e versatilidade

À medida que a área de inteligência de negócios se consolida nas organizações, aumenta também a sua demanda, mas nem sempre os recursos acompanham esse crescimento. Por isso, a adoção de ferramentas automáticas que substituam planilhas e integrem bases de dados de forma inteligente é fundamental.

As melhores soluções são aquelas que reduzem o esforço operacional, liberando a equipe para focar em análises mais estratégicas. A automação deve ser aplicada no momento certo, quando a base de dados já atingiu um nível de maturidade confiável, evitando, assim, decisões precipitadas baseadas em dados ainda instáveis. Além disso, a versatilidade é uma marca registrada dos profissionais de BI. Essa área pode estar inserida em diferentes departamentos — de áreas técnicas ao marketing — e exige curiosidade, adaptabilidade e multidisciplinaridade dos seus integrantes.

Em síntese, a inteligência de negócios, mais do que uma função técnica, é uma ponte entre o dado e a ação, entre o número e a estratégia, entre a informação e a vantagem competitiva.

Assessoria de Imprensa IRB(Re)

*Por Alex Jerônimo da Silva, Beatriz de Souza Bernardino e Juliana Tavares Calzavara

You may be interested

Youse e Lojacorr Seguros fecham parceria
Youse
104 Vizualizações
Youse
104 Vizualizações

Youse e Lojacorr Seguros fecham parceria

Publicação - 27 de janeiro de 2026

A Youse Negócios, vertical B2B da plataforma de seguros digitais Youse, anuncia uma parceria estratégica com a Lojacorr Seguros, a maior rede de Corretoras de Seguros do…

AXA lança Check-in de Saúde Mental
Axa no Brasil
105 Vizualizações
Axa no Brasil
105 Vizualizações

AXA lança Check-in de Saúde Mental

Publicação - 27 de janeiro de 2026

A saúde mental vem tomando a atenção de pessoas, famílias e empresas. Dados globais indicam que 32% da população (AXA Mind Health Report) relata vivenciar questões de…

Profissional de Seguros debaterá o mercado de seguros de transportes
Seguro Transporte
109 Vizualizações
Seguro Transporte
109 Vizualizações

Profissional de Seguros debaterá o mercado de seguros de transportes

Publicação - 27 de janeiro de 2026

As novidades, tendências e como o corretor pode se capacitar para atuar no mercado de seguros de transportes. Esses serão alguns dos temas do próximo programa Profissional…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin