Recentemente, o mundo testemunhou um avassalador ataque hacker que, praticamente, levou o sistema de saúde da Romenia ao colapso. Em fevereiro, um grupo de cibercriminosos – que não foi identificado – realizou uma série
de ataques a mais de uma centena de instituições de saúde romena.
O ciberataque, utilizando sequestro de dados, conhecido como malwares, paralisou serviços essenciais, causou transtornos nos atendimentos de emergência e refletiu em diversos procedimentos médicos de forma geral. Até
mesmo hospitais infantis foram atingidos.
Os hackers pediram como resgate 3,5 bitcoins (cerca de R$ 890 mil), que não chegaram a ser pagos. Mas, durante quase 48 horas, todo sistema de informação médica do País ficou comprometido, refletindo no atendimento da
população.
No Brasil, tivemos um caso semelhante no final de janeiro. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, também foi alvo de um ciberataque, que prejudicou todo o sistema tecnológico do local, refletindo
no atendimento da população, que teve consultas adiadas e procedimentos médicos comprometidos, como a radioterapia.
Independente da região do mundo, esses ataques acendem um alerta muito importante: a vulnerabilidade dos órgãos públicos frente aos ataques hackers.
Ao contrário das empresas privadas, que investem milhões de dólares em segurança digital, os órgãos públicos nem sempre possuem condições de aprimorar sua segurança digital. Falta, muitas vezes, verbas para implementar efetivos sistemas de mitigação de risco e de proteção.
Contudo, é importante destacar que já demos um passo significativo nesse sentido. Em dezembro do ano passado, o governo federal assinou o decreto que institui a Política Nacional de Cibersegurança, tornando a segurança digital
uma política governamental.
O principal ponto desse decreto é que ele trata da resiliência cibernética como um todo, trazendo respostas que os órgãos podem dar quando se tem um incidente digital, e valorizando à cultura de cyber proteção, onde será
possível conscientizar as pessoas e as instituições de todo Brasil.
Por meio de treinamentos e testes, adoção de procedimentos, implementação de controles e um efetivo plano de resposta, podemos reduzir consideravelmente os efeitos destrutivos dos ciberataques. No entanto, o processo de implementação das políticas definidas por este decreto, que envolvem um comitê com diversos representantes, por exemplo, ainda está na esfera federal.
Ainda existe um longo caminho para que essas políticas internas cheguem na ponta da linha, como municípios e órgãos públicos menores. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trouxe profundas e relevantes melhorias à segurança
da informação, que foi um passo muito importante e que trouxe a relevância do tema para discussão em todas as empresas, mas ainda há muito o que se fazer e proteger.
Basta uma rápida pesquisa no Google para vermos dezenas de relatos que confirmam a vulnerabilidade do ambiente das empresas e afetam o dia a dia de todos. Neste ano, juntamente com o INCA, também há relatos de ciberataques
contra Órgãos Governamentais, que têm sido frequentemente alvos de ataques cibernéticos, como a Câmara Municipal de Curitiba e o Tribunal de Justiça do Paraná, o que reforça o impacto desses ataques para toda a população.
As ameaças cibernéticas estão cada vez mais próximas e presentes, sendo importante a conscientização de todas as Entidades, sejam elas públicas ou privadas, na implementação de sistemas protecionais cibernéticos, além da
verificação das vulnerabilidades e dos controles mínimos de segurança da informação.
Grupo Virta Comunicação
You may be interested

IA já é realidade no mercado segurador, mas impacto financeiro ainda é incremental
Publicação - 24 de fevereiro de 2026A inteligência artificial deixou de ser aposta futura e passou a integrar a engrenagem operacional do mercado segurador brasileiro. Segundo a pesquisa Inteligência Artificial e o Setor de…

Generali lança exposição “101 Anos. 101 Mulheres – Elas transformam caminhos”
Publicação - 24 de fevereiro de 2026Em celebração de seu centenário, a Generali Brasil realizou uma série de atividades especiais ao longo de 2025: iluminou o Cristo Redentor, criou um espaço de memória…

Tokio Marine anuncia patrocínio ao 59º Festival Folclórico de Parintins
Publicação - 24 de fevereiro de 2026A Tokio Marine Seguradora é a nova patrocinadora oficial do 59º Festival Folclórico de Parintins, que acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026,…
Mais desta categoria



“O resultado da operação é definido na gestão da sinistralidade”
Publicação - 24 de fevereiro de 2026









