{"id":74276,"date":"2025-11-14T13:33:57","date_gmt":"2025-11-14T16:33:57","guid":{"rendered":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/?p=74276"},"modified":"2025-11-14T13:33:57","modified_gmt":"2025-11-14T16:33:57","slug":"setor-de-seguros-pode-ser-um-vetor-de-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/2025\/11\/14\/setor-de-seguros-pode-ser-um-vetor-de-transformacao\/","title":{"rendered":"Setor de seguros pode ser um vetor de transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>As cidades, assim como setores estrat\u00e9gicos, como o agroneg\u00f3cio e a infraestrutura, s\u00e3o cada vez mais castigados pela frequ\u00eancia e severidade dos eventos clim\u00e1ticos extremos. O que fazer? Algumas das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis foram discutidas na manh\u00e3 desta quarta-feira (12) na Casa do Seguro, espa\u00e7o da CNseg na COP30, durante debates promovidos pela Allianz. Os pain\u00e9is &#8220;Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevis\u00edvel&#8221;; e &#8220;Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o novo paradigma dos seguros&#8221; deixaram claro que a resili\u00eancia urbana ou rural passa por novos modelos de seguros clim\u00e1ticos, coberturas e assist\u00eancias mais abrangentes, uso de dados para preven\u00e7\u00e3o e novas formas de precifica\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>Ao abrir o primeiro painel, o CEO da Allianz Brasil, Eduard Folch Rue, assinalou a urg\u00eancia de integrar sustentabilidade, tecnologia e prote\u00e7\u00e3o financeira no planejamento urbano. &#8220;Temos uma grande oportunidade de falar sobre parcerias p\u00fablico-privadas e sobre como o setor deve colocar a agenda de sustentabilidade no centro do mercado segurador&#8221;, afirmou. Ele lembrou que o crescimento acelerado das cidades tem intensificado os impactos clim\u00e1ticos e gerado novas vulnerabilidades. &#8220;Em 1960, dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial viviam em \u00e1reas rurais; hoje, 57% \u2014 cerca de 4,6 bilh\u00f5es de pessoas \u2014 est\u00e3o em cidades. No Brasil, s\u00e3o 87%, o equivalente a 177 milh\u00f5es de pessoas&#8221;, observou, para quem o surgimento das megacidades, como a regi\u00e3o de Guangdong, na China, com 70 milh\u00f5es de habitantes, e o entorno de S\u00e3o Paulo, Campinas e Baixada Santista, com 27 milh\u00f5es, exemplifica a magnitude do desafio.<\/p>\n<p>Ele lembrou que as cidades s\u00e3o, ao mesmo tempo, o maior foco de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa e o espa\u00e7o mais vulner\u00e1vel \u00e0s consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. &#8220;Impermeabilizam o solo, esquentam o planeta e t\u00eam poucas \u00e1reas verdes. Ao mesmo tempo, concentram pessoas e riquezas, o que amplifica os impactos dos fen\u00f4menos naturais&#8221;, explicou.<\/p>\n<h5><strong>Adapta\u00e7\u00e3o das cidades<\/strong><\/h5>\n<p>Para o executivo, o papel do seguro deve ir al\u00e9m da repara\u00e7\u00e3o de danos: &#8220;Precisamos ser vistos como agentes que ajudam a prever, adaptar e reconstruir.&#8221; A Allianz, destacou ele, tem investido no uso de dados, novas coberturas e tecnologias para apoiar a mobilidade e a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sustent\u00e1vel. &#8220;Queremos trazer ci\u00eancia e solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas adapt\u00e1veis para o mercado&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>A head de Resili\u00eancia e Desenvolvimento de Neg\u00f3cios da Allianz Risk Consulting, Lena Fuldauer, refor\u00e7ou a necessidade de repensar a forma como as cidades s\u00e3o projetadas. &#8220;Constru\u00edmos nossas cidades pensando no clima do passado, n\u00e3o no clima do futuro&#8221;, afirmou. Segundo ela, a infraestrutura urbana n\u00e3o est\u00e1 preparada para enfrentar extremos de calor, chuva e enchentes, todos desafios que se tornar\u00e3o mais frequentes. &#8220;At\u00e9 2050, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o mundial viver\u00e1 em \u00e1reas urbanas. A mudan\u00e7a clim\u00e1tica traz mais umidade, mais secas, enchentes e contamina\u00e7\u00e3o de rios. Precisamos construir cidades que evoluam e se adaptem.&#8221;<\/p>\n<h5><strong>Solu\u00e7\u00f5es concretas<\/strong><\/h5>\n<p>Lena citou exemplos de solu\u00e7\u00f5es concretas: Singapura reduziu \u00e1reas de enchente de 3 mil hectares por meio de engenharia avan\u00e7ada, enquanto Notre Dame investiu em infraestrutura verde e reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua com a participa\u00e7\u00e3o ativa das comunidades locais. Para ela, o setor de seguros pode ser um vetor de transforma\u00e7\u00e3o. &#8220;O seguro n\u00e3o pode ser apenas uma resposta ao desastre. Ele deve antecipar riscos, apoiar solu\u00e7\u00f5es e incentivar a resili\u00eancia. A ind\u00fastria de seguros pode reduzir o impacto macroecon\u00f4mico dos desastres, tornar os riscos vis\u00edveis e criar incentivos para adapta\u00e7\u00e3o. Mas ela n\u00e3o pode fazer isso sozinha \u2014 precisa de parcerias com governos, academia e setor privado.&#8221; Lena ressaltou ainda que investir em resili\u00eancia n\u00e3o deve ser visto como custo, mas como investimento estrat\u00e9gico no futuro.<\/p>\n<p>O diretor-executivo da Allianz Brasil, F\u00e1bio Morita, afirmou que a frequ\u00eancia e a intensidade dos eventos clim\u00e1ticos extremos cresceram 200% nos \u00faltimos anos, afetando tanto os mercados emergentes quanto os desenvolvidos. &#8220;Os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica s\u00e3o palp\u00e1veis&#8221;, afirmou. Morita destacou que o setor segurador tem uma responsabilidade dupla: mitigar os riscos futuros e ajudar na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas realidades clim\u00e1ticas. &#8220;Queremos ajudar nossos clientes a se adaptarem, para que os riscos sejam minimizados. E, se tudo mais falhar, estaremos l\u00e1 com a prote\u00e7\u00e3o do seguro.&#8221;<\/p>\n<p>A base dessa atua\u00e7\u00e3o, explicou ele, \u00e9 o conhecimento. &#8220;Para combater um inimigo, \u00e9 preciso conhec\u00ea-lo bem. E com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, isso n\u00e3o \u00e9 diferente. O seguro depende de dados para medir riscos.&#8221;<\/p>\n<h5><strong>A import\u00e2ncia dos dados<\/strong><\/h5>\n<p>O executivo lembrou que a Allianz, presente em mais de 70 pa\u00edses, construiu uma base de dados global ao longo de 130 anos, reunindo informa\u00e7\u00f5es sobre chuvas, ventos, terremotos e queimadas, cruzadas com dados georreferenciados. No Brasil, a companhia re\u00fane dados de mais de 2 milh\u00f5es de ve\u00edculos, ampliando sua capacidade de an\u00e1lise local. Essa intelig\u00eancia de dados alimenta ferramentas como a\u00a0Gl\u00f3ria (Global Risk Analysis), voltada para o mercado de pessoas f\u00edsicas. &#8220;Ela transforma dados em informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, permitindo que nossos clientes avaliem riscos de desastres com precis\u00e3o e tomem decis\u00f5es preventivas&#8221;, explicou.<\/p>\n<h5><strong>Investimentos em infraestrutura<\/strong><\/h5>\n<p>Em sua fala, o especialista David White, diretor de Advocacy e Comunica\u00e7\u00e3o em Infraestrutura e Resili\u00eancia, destacou que o investimento em infraestrutura resiliente \u00e9 um dos meios mais eficazes para salvar vidas e fortalecer economias. &#8220;As perdas globais em infraestrutura causadas por desastres chegam a 700 ou 800 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano \u2014 cerca de 14% da renda de um pa\u00eds&#8221;, alertou. Exemplos como o furac\u00e3o Melissa, que causou perdas de at\u00e9 40% do PIB em algumas regi\u00f5es, mostram o custo da ina\u00e7\u00e3o. Apesar disso, White ressaltou que h\u00e1 uma oportunidade hist\u00f3rica: &#8220;Sabemos que 75% da infraestrutura necess\u00e1ria at\u00e9 2050 ainda precisa ser constru\u00edda. Isso nos d\u00e1 a chance de incorporar resili\u00eancia desde j\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p>No caso brasileiro, o especialista destacou que cada d\u00f3lar investido em infraestrutura resiliente pode gerar um retorno entre 7 e 12 d\u00f3lares, al\u00e9m de evitar perdas significativas. Ele citou como exemplo um estado da \u00cdndia que, ap\u00f3s sofrer um superciclone nos anos 1990, reconstruiu sua infraestrutura com foco em resili\u00eancia e hoje est\u00e1 mais preparado para enfrentar novos eventos. Iniciativas semelhantes est\u00e3o em andamento em pa\u00edses como Honduras, Sri Lanka e tamb\u00e9m no Brasil, com foco em sistemas de abastecimento de \u00e1gua e adapta\u00e7\u00e3o urbana. &#8220;A resili\u00eancia \u00e9 um investimento que se paga, em vidas e em economia&#8221;, concluiu.<\/p>\n<h5><strong>Transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e o novo papel do seguro<\/strong><\/h5>\n<p>O segundo painel da Allianz na Casa do Seguro reuniu especialistas globais e brasileiros para discutir como o setor pode enfrentar o desafio crescente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A conversa contou com Gabrielle Durisch, Chief Sustainability Officer (CSO) da Allianz Commercial; Mauricio Masferrer, diretor-executivo da Allianz Brasil; e Butch Bacani, chefe de Seguros da Iniciativa Financeira do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI). O encontro refor\u00e7ou que o seguro precisa deixar de ser apenas um instrumento de repara\u00e7\u00e3o para se tornar um agente de transforma\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Gabrielle Durisch destacou que o desafio clim\u00e1tico \u00e9 o maior risco corporativo dos \u00faltimos anos. &#8220;Estamos vivendo um momento de acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e as empresas est\u00e3o come\u00e7ando a sentir o impacto. As perdas econ\u00f4micas associadas a desastres naturais aumentaram substancialmente na \u00faltima d\u00e9cada&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo a executiva, embora a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre o tema ainda n\u00e3o tenha a mesma urg\u00eancia que a pandemia de Covid-19 provocou, os riscos est\u00e3o crescendo de forma constante. &#8220;O problema \u00e9 que n\u00e3o sentimos um impacto agudo, como foi o caso da pandemia, mas as evid\u00eancias est\u00e3o por toda parte \u2014 enchentes, secas, deslizamentos. Precisamos preparar as pessoas para reagir antes que esses eventos se tornem incontrol\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>O aumento da frequ\u00eancia e da intensidade dos desastres clim\u00e1ticos vem acompanhado por um novo desafio: a amplia\u00e7\u00e3o da lacuna de prote\u00e7\u00e3o \u2014 o espa\u00e7o entre os danos sofridos e o que \u00e9 efetivamente coberto pelos seguros. &#8220;O seguro ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel na medida necess\u00e1ria. Em muitas regi\u00f5es, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento, as pessoas mais afetadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o t\u00eam cobertura. Isso precisa mudar&#8221;, disse. Gabrielle destacou ainda que 90% das mortes relacionadas a eventos clim\u00e1ticos ocorrem em pa\u00edses em desenvolvimento, o que refor\u00e7a a urg\u00eancia de pol\u00edticas inclusivas de seguro e de resili\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo ela, as perdas econ\u00f4micas provocadas por desastres naturais superam centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, e o impacto tende a crescer \u00e0 medida que o investimento se concentra em \u00e1reas mais expostas. &#8220;H\u00e1 uma sobreposi\u00e7\u00e3o entre regi\u00f5es vulner\u00e1veis e aquelas que mais recebem investimentos econ\u00f4micos, o que multiplica o efeito das perdas. \u00c9 um c\u00edrculo vicioso que o setor financeiro e o setor de seguros precisam romper.&#8221;<\/p>\n<h6>A executiva destacou que a Allianz trabalha globalmente com\u00a0cinco abordagens:<\/h6>\n<ol>\n<li><strong>Solu\u00e7\u00f5es de baixo carbono<\/strong>, com foco em energia renov\u00e1vel e constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel;<\/li>\n<li><strong>Apoio \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/strong>, incentivando a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e a reconstru\u00e7\u00e3o com menores impactos;<\/li>\n<li><strong>Parcerias estrat\u00e9gicas<\/strong>, para ampliar a capacidade t\u00e9cnica e oferecer solu\u00e7\u00f5es integradas a clientes;<\/li>\n<li><strong>Servi\u00e7os de aconselhamento<\/strong>, para que empresas compreendam seus riscos e desenvolvam estrat\u00e9gias de mitiga\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li><strong>Parcerias p\u00fablico-privadas<\/strong>, com foco em comunidades vulner\u00e1veis e iniciativas de adapta\u00e7\u00e3o local.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8220;Precisamos agir com urg\u00eancia e escala. O tempo da a\u00e7\u00e3o \u00e9 agora&#8221;, afirmou Gabrielle. &#8220;A resili\u00eancia \u00e9 uma quest\u00e3o econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m humanit\u00e1ria. Proteger comunidades \u00e9 proteger a economia.&#8221;<\/p>\n<h5><strong>Mais riscos<\/strong><\/h5>\n<p>Mauricio Masferrer dos Santos, acrescentou que o setor de seguros \u00e9 essencial para ajudar a sociedade a navegar em tempos de crise, mas essa tarefa nunca foi t\u00e3o complexa. &#8220;O mundo est\u00e1 mais vol\u00e1til, e os riscos evoluem em uma velocidade in\u00e9dita \u2014 sejam tecnol\u00f3gicos, pol\u00edticos ou clim\u00e1ticos&#8221;, afirmou. Ele lembrou que os efeitos da mudan\u00e7a do clima, antes vistos como distantes, agora fazem parte da rotina nacional. &#8220;As tempestades que atingem o Sul, os alagamentos em S\u00e3o Paulo, as secas prolongadas no Nordeste \u2014 esses eventos est\u00e3o mais frequentes e mais intensos. E a infraestrutura brasileira ainda \u00e9 muito vulner\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p>O executivo tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para o gap de prote\u00e7\u00e3o no Brasil, que ultrapassa 90% \u2014 ou seja, a maioria dos danos causados por eventos clim\u00e1ticos n\u00e3o \u00e9 coberta por seguros. &#8220;Nos pa\u00edses desenvolvidos, esse \u00edndice gira em torno de 70%. Isso mostra o tamanho da nossa miss\u00e3o. Precisamos fazer com que o seguro chegue onde ele ainda n\u00e3o chega.&#8221;<\/p>\n<p>Masferrer defendeu que o setor abandone o modelo tradicional, baseado apenas na transfer\u00eancia de risco, e adote uma abordagem voltada para resili\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o, e apontou inova\u00e7\u00f5es a cargo de sua seguradora.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Agroneg\u00f3cio resiliente:<\/strong>\u00a0a companhia ampliou em 120% sua capacidade de cobertura para o campo nos \u00faltimos cinco anos, refor\u00e7ando o compromisso com o setor mesmo diante do aumento dos riscos clim\u00e1ticos. &#8220;Hoje, somos a segunda maior seguradora agr\u00edcola do pa\u00eds. Utilizamos imagens de sat\u00e9lite e indicadores ESG para avaliar cada \u00e1rea segurada. Se n\u00e3o estiver alinhada aos nossos crit\u00e9rios ambientais, n\u00e3o subscrevemos o risco.&#8221;<\/li>\n<li><strong>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica:<\/strong>\u00a0a Allianz atua como seguradora e investidora em projetos de energia limpa. &#8220;Trabalhamos com engenharia de risco e subscri\u00e7\u00e3o especializada para projetos de energia solar e e\u00f3lica. S\u00e3o riscos novos, complexos, mas que precisam de solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas adequadas para dar seguran\u00e7a aos investidores.&#8221;<\/li>\n<li><strong>Ferramenta CARES:<\/strong>\u00a0criada em parceria com clientes, a plataforma permite avaliar 12 cen\u00e1rios clim\u00e1ticos futuros \u2014 para 2030, 2050 e 2080 \u2014 e estimar impactos sobre os neg\u00f3cios. &#8220;Ela ajuda nossos clientes a planejar investimentos, definir medidas de mitiga\u00e7\u00e3o e elaborar planos de conting\u00eancia&#8221;, explicou Masferrer.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outro participante foi Butch Bacani, da UNEP FI, que destacou a import\u00e2ncia do setor de seguros no apoio \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da natureza. &#8220;A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica precisa incluir todos os setores, inclusive os mais emissores, como o a\u00e7o e o agroneg\u00f3cio. O seguro de transi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ferramenta essencial para que esses setores avancem com seguran\u00e7a&#8221;, afirmou. Bacani tamb\u00e9m destacou o conceito de\u00a0<strong>&#8216;<\/strong><i>nature positive insurance&#8217;<\/i>\u00a0\u2014 seguros voltados \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ambiental e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. &#8220;Proteger a natureza \u00e9 reduzir riscos. Mananciais preservados e florestas conservadas ajudam a conter enchentes, reduzir o calor e equilibrar o carbono. O seguro pode ser um aliado direto na preserva\u00e7\u00e3o e na adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Assessoria de Imprensas CNseg<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foto:\u00a0<\/strong>CEO da Allianz Brasil, Eduard Folch Rue, na abertura do painel Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevis\u00edvel<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cidades, assim como setores estrat\u00e9gicos, como o agroneg\u00f3cio e a infraestrutura, s\u00e3o cada vez mais castigados pela frequ\u00eancia e severidade dos eventos clim\u00e1ticos extremos. O que fazer? Algumas das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis foram discutidas na manh\u00e3 desta quarta-feira (12) na Casa do Seguro, espa\u00e7o da CNseg na COP30, durante debates promovidos pela Allianz. 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