{"id":68009,"date":"2025-06-05T16:57:42","date_gmt":"2025-06-05T19:57:42","guid":{"rendered":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/?p=68009"},"modified":"2025-06-05T16:57:42","modified_gmt":"2025-06-05T19:57:42","slug":"o-clima-mudou-seguros-riscos-e-o-desafio-de-proteger-um-mundo-em-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/2025\/06\/05\/o-clima-mudou-seguros-riscos-e-o-desafio-de-proteger-um-mundo-em-crise\/","title":{"rendered":"O clima mudou: seguros, riscos e o desafio de proteger um mundo em crise"},"content":{"rendered":"<p>Diante do agravamento dos desastres naturais, o papel do setor de seguros na transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica torna-se n\u00e3o s\u00f3 cada vez mais central, como mais desafiante ao exigir a revis\u00e3o de modelos de risco e a busca por solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. No Brasil, a recorr\u00eancia de enchentes, secas e o avan\u00e7o do desmatamento elevam a press\u00e3o sobre o setor, com impactos diretos sobre pr\u00eamios e coberturas. Na Fran\u00e7a, eventos extremos como ondas de calor e inunda\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m impulsionam adapta\u00e7\u00f5es nas pr\u00e1ticas do mercado. Fato: a conta \u00e9 cada vez mais salgada para seguradoras e resseguradoras dos dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, os especialistas que participaram do primeiro painel do F\u00f3rum de Seguros Fran\u00e7a-Brasil, intitulado &#8220;Seguro e Clima em um Mundo em Transforma\u00e7\u00e3o&#8221;, ressaltaram a urg\u00eancia de instrumentos inovadores, capazes de sustentar comunidades e investimentos em um mundo em transforma\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia dos grupos.<\/p>\n<p>O debate teve a presen\u00e7a de Pedro Farme d&#8217;Amoed, CEO da Guy Carpenter; Mich\u00e8le Lacroix, head of sustainability da SCOR; Rebecca Chapman, head of Climate and Environment, Principles for Responsible Investments (PRI); Timothy Bishop, senior advisor da OCDE; moderados por Christian Pierotti, chairman Climate Risks WP da GFIA (Global Federation of Insurance Association).<\/p>\n<h4><strong>Perdas Seguradas<\/strong><\/h4>\n<p>Em sua fala, Michele Lacroix (SCOR) alertou para o impacto crescente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de fatores estruturais no custo das perdas seguradas globais. Segundo ela, as perdas seguradas globais, que h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas giravam em torno de US$ 25 bilh\u00f5es por ano, hoje se aproximam \u2014 e frequentemente ultrapassam \u2014 a marca dos 100 bilh\u00f5es. &#8220;Os especialistas j\u00e1 consideram que esse valor se tornar\u00e1 o novo normal&#8221;, alertou Lacroix.<\/p>\n<p>Embora as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tenham um peso ineg\u00e1vel nesse cen\u00e1rio, Lacroix ressalta que elas n\u00e3o s\u00e3o o \u00fanico fator. A infla\u00e7\u00e3o patrimonial, o aumento do valor dos bens segurados e a crescente concentra\u00e7\u00e3o populacional em \u00e1reas expostas a riscos \u2014 como zonas costeiras \u2014 tamb\u00e9m s\u00e3o determinantes. &#8220;\u00c9 a combina\u00e7\u00e3o desses tr\u00eas fatores que levou a esse extraordin\u00e1rio aumento no total de perdas seguradas&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Ela acrescentou que, nos \u00faltimos 30 anos, o crescimento m\u00e9dio das perdas seguradas foi de 6% ao ano \u2014 descontando a infla\u00e7\u00e3o, cerca de 3%. As proje\u00e7\u00f5es indicam que esse ritmo deve se manter ou at\u00e9 acelerar, podendo dobrar o volume de perdas j\u00e1 na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o, segundo Lacroix, \u00e9 o aumento dos chamados\u00a0<i>riscos secund\u00e1rios<\/i> \u2014 eventos como inc\u00eandios florestais e tempestades convectivas, menos intensos individualmente, mas mais frequentes e cada vez mais relevantes nos c\u00e1lculos de risco. &#8220;Em 2023, 90% das perdas seguradas vieram desses perigos, que n\u00e3o estavam no centro do modelo tradicional de resseguros&#8221;, observou.<\/p>\n<p>A executiva defende que a resposta a esse novo contexto exige uma abordagem integrada, baseada em tr\u00eas pilares: preven\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 atrav\u00e9s da preven\u00e7\u00e3o que conseguiremos reduzir os sinistros e proteger os mais vulner\u00e1veis&#8221;, afirmou. Ela aponta a urg\u00eancia de revisar normas de constru\u00e7\u00e3o e incorporar o risco clim\u00e1tico nas decis\u00f5es urban\u00edsticas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o, Lacroix enfatiza o papel das pol\u00edticas p\u00fablicas na capacita\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es para reagirem a desastres naturais.<\/p>\n<p>Por fim, ela refor\u00e7a a import\u00e2ncia da mitiga\u00e7\u00e3o: &#8220;Devemos continuar lutando contra as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, reduzindo as emiss\u00f5es de carbono nas nossas carteiras e influenciando a economia real nesse sentido&#8221;.<\/p>\n<p>Para ela, o desafio n\u00e3o \u00e9 apenas segurar riscos crescentes \u2014 \u00e9 transform\u00e1-los em oportunidades de constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia.<\/p>\n<p>Em complemento, o moderador Christian Pierotti destacou a urg\u00eancia de estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o, mitiga\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<h4><strong>Lacunas de Prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Pedro Farme d&#8217;Amoed (Guy Carpenter) chamou a aten\u00e7\u00e3o para a urg\u00eancia de reduzir a lacuna de prote\u00e7\u00e3o, principalmente no mercado brasileiro. O executivo lembrou que h\u00e1 uma baixa percep\u00e7\u00e3o de risco no pa\u00eds e defende o avan\u00e7o da modelagem preditiva como chave para ampliar a cobertura contra desastres naturais.<\/p>\n<p>A seu ver, o Brasil ainda se enxerga, majoritariamente, como um pa\u00eds de baixa exposi\u00e7\u00e3o a cat\u00e1strofes naturais. Essa vis\u00e3o \u00e9 n\u00e3o apenas equivocada, mas perigosa. &#8220;H\u00e1 um risco de baixa percep\u00e7\u00e3o de risco pela popula\u00e7\u00e3o, e o reflexo disso \u00e9 um abismo entre perdas econ\u00f4micas e cobertura securit\u00e1ria&#8221;, disse o executivo, citando como exemplo a trag\u00e9dia clim\u00e1tica no Rio Grande do Sul em 2023.<\/p>\n<p>&#8220;O evento teve uma lacuna de prote\u00e7\u00e3o de 95%. Para cada 100 reais perdidos, apenas cinco foram cobertos pela ind\u00fastria de seguros. O restante coube \u00e0 sociedade e ao governo&#8221;, afirmou Farme d&#8217;Amoed. Em um cen\u00e1rio global onde a m\u00e9dia da prote\u00e7\u00e3o gira em torno de 60%, o dado brasileiro exp\u00f5e uma fragilidade cr\u00edtica. No estado afetado, menos de 15% das resid\u00eancias estavam seguradas.<\/p>\n<p>O executivo v\u00ea o epis\u00f3dio como um marco \u2014 um alerta que n\u00e3o pode ser ignorado. &#8220;N\u00e3o foi um evento isolado. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o acelerando a frequ\u00eancia e a intensidade dessas ocorr\u00eancias. E os dados confirmam isso.&#8221; Segundo Farme d&#8217;Amoed, o Atlas de Desastres Naturais do governo federal registra perdas anuais de R$ 40 bilh\u00f5es a R$ 50 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Diante desse panorama, ele relata uma transforma\u00e7\u00e3o gradual na postura do setor. &#8220;Num primeiro momento, as companhias correram para mapear suas exposi\u00e7\u00f5es. Agora, com maior maturidade, passam a atuar na oferta de prote\u00e7\u00e3o.&#8221; Um passo importante foi dado em agosto de 2024, com o lan\u00e7amento do primeiro modelo preditivo de inunda\u00e7\u00f5es no Brasil. &#8220;Hoje, mais de 20 empresas e Confedera\u00e7\u00f5es j\u00e1 utilizam esse modelo para precificar riscos e ampliar cobertura&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>Farme d&#8217;Amoed v\u00ea nessa evolu\u00e7\u00e3o um caminho promissor para reduzir a lacuna de prote\u00e7\u00e3o e ampliar a resili\u00eancia social. No entanto, enfatiza que o setor privado n\u00e3o pode agir sozinho. &#8220;\u00c9 essencial avan\u00e7armos com parcerias p\u00fablico-privadas. O governo precisa assumir um papel de patrocinador da diversifica\u00e7\u00e3o de riscos.&#8221;<\/p>\n<p>Enfim, diante da crescente amea\u00e7a clim\u00e1tica, n\u00e3o basta reagir. \u00c9 preciso antecipar, modelar e proteger. E, sobretudo, reconhecer que o risco \u00e9 real \u2014 e crescente.<\/p>\n<h4><strong>Investimento Respons\u00e1vel<\/strong><\/h4>\n<p>Rebecca Chapman (PRI), examinou o avan\u00e7o do risco clim\u00e1tico e o papel dos investidores institucionais. A seu ver, \u00e9 fundamental a ado\u00e7\u00e3o emergencial de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es coordenadas para enfrentar os riscos sist\u00eamicos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Rebecca Chapman, disse que hoje h\u00e1 mais de 5.000 signat\u00e1rios em todo o mundo dos Princ\u00edpios para o Investimento Respons\u00e1vel (PRI)\u2014 representando mais da metade do capital institucional global. Segundo ela, o PRI, apoiado pela ONU, est\u00e1 mobilizando esfor\u00e7os para acelerar a\u00e7\u00f5es concretas diante da intensifica\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ela reconheceu que o aquecimento global est\u00e1 afetando diretamente os neg\u00f3cios: &#8220;Estamos vivendo a realidade de um mundo 1,5 grau mais quente, com ondas de calor extremas, secas, inunda\u00e7\u00f5es e inc\u00eandios. Cada fra\u00e7\u00e3o de grau importa \u2014 e as perdas j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis nos pre\u00e7os de ativos e na estabilidade de mercados.&#8221;<\/p>\n<p>A executiva alertou que a supera\u00e7\u00e3o do limite de 1,5\u00b0C implica riscos ainda mais severos, incluindo a ativa\u00e7\u00e3o de pontos de inflex\u00e3o clim\u00e1ticos \u2014 como o derretimento irrevers\u00edvel das calotas polares \u2014 que agravariam o cen\u00e1rio global. &#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel diversificar esse tipo de risco. Ele \u00e9 sist\u00eamico. Afeta pre\u00e7os de alimentos, disponibilidade de \u00e1gua e at\u00e9 mesmo a segurabilidade de ativos em regi\u00f5es inteiras.&#8221;<\/p>\n<p>Sa\u00eddas? Reconhecimento do risco clim\u00e1tico como material e urgente, especialmente \u00e0 luz do atraso na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de mitiga\u00e7\u00e3o; press\u00e3o por a\u00e7\u00f5es governamentais mais ambiciosas, especialmente no per\u00edodo que antecede a COP 30, que ocorrer\u00e1 em Bel\u00e9m, em 2025. &#8220;\u00c9 essencial termos pol\u00edticas p\u00fablicas cr\u00edveis, alinhadas a planos de investimento consistentes com a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>Ainda: engajamento pol\u00edtico estruturado como ferramenta estrat\u00e9gica para investidores (&#8220;reformar pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e9 chave para acelerar a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis nos portf\u00f3lios&#8221;). Al\u00e9m disso, ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias regionais e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s especificidades locais, com aten\u00e7\u00e3o especial ao Brasil, que conta hoje com mais de 130 signat\u00e1rios do PRI.<\/p>\n<p>Ela concluiu sua fala lembrando que existem oportunidades em um quadro severo de extremos clim\u00e1ticos. &#8220;Investir em adapta\u00e7\u00e3o e em solu\u00e7\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o nos setores de alta emiss\u00e3o ser\u00e1 cada vez mais essencial. A transi\u00e7\u00e3o tardia exige a\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para inova\u00e7\u00e3o e lideran\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<h4><strong>A\u00e7\u00f5es da OCDE<\/strong><\/h4>\n<p>Timothy Bishop (OCDE) exortou a coopera\u00e7\u00e3o internacional e parcerias p\u00fablico-privadas como solu\u00e7\u00e3o para construir resili\u00eancia financeira frente aos desastres naturais. Ele lembra que crise clim\u00e1tica amplia lacunas de prote\u00e7\u00e3o e desafia acesso a seguros.<\/p>\n<p>O executivo v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o a escalada das perdas causadas por desastres naturais e v\u00ea risco de acessibilidade e a disponibilidade de seguros, inclusive em pa\u00edses desenvolvidos. &#8220;Na Austr\u00e1lia, por exemplo, 15% das fam\u00edlias j\u00e1 enfrentam dificuldades para pagar o seguro residencial. Esse n\u00famero cresceu em apenas um ano&#8221;, destacou, para quem a redu\u00e7\u00e3o de oferta \u00e9 uma tend\u00eancia global.<\/p>\n<p>Ele explica que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aumentaram a frequ\u00eancia e a severidade dos eventos extremos, pressionando o mercado segurador e deixando milh\u00f5es sem prote\u00e7\u00e3o. &#8220;Estamos diante de lacunas de prote\u00e7\u00e3o cada vez maiores. E, para lidar com quest\u00f5es t\u00e3o complexas, precisamos de solu\u00e7\u00f5es internacionais articuladas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Sobre o papel da OCDE, ele disse que a organiza\u00e7\u00e3o atua como plataforma de di\u00e1logo entre diferentes pa\u00edses e setores. Re\u00fane reguladores de seguros, autoridades ambientais, especialistas em desenvolvimento e representantes da ind\u00fastria para construir solu\u00e7\u00f5es conjuntas. &#8220;Somos um f\u00f3rum onde governos conseguem conversar entre \u00e1reas que muitas vezes n\u00e3o dialogam nem dentro de suas pr\u00f3prias estruturas&#8221;, explicou Bishop. Essa capacidade de articula\u00e7\u00e3o torna a OCDE uma pe\u00e7a-chave para destravar pol\u00edticas integradas de adapta\u00e7\u00e3o e financiamento de riscos.<\/p>\n<p>Um dos pontos centrais trazidos por Bishop \u00e9 a necessidade de avan\u00e7ar no uso de fundos de perdas e danos como instrumentos para fortalecer mecanismos de seguro, especialmente nos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis. &#8220;Na pr\u00f3xima COP, este ser\u00e1 um tema crucial. Precisamos garantir que esses fundos n\u00e3o sejam apenas compensat\u00f3rios, mas catalisadores de resili\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Bishop destacou ainda o papel essencial das PPPs n\u00e3o apenas para ampliar o acesso aos seguros, mas para impulsionar a\u00e7\u00f5es estruturais de redu\u00e7\u00e3o de riscos. Ele citou o exemplo da Espanha, onde o sistema p\u00fablico-privado de seguros tamb\u00e9m contribui com informa\u00e7\u00f5es para mapear \u00e1reas de risco e orientar pol\u00edticas de mitiga\u00e7\u00e3o. Casos como o\u00a0<i>Flood Re<\/i>, no Reino Unido, e modelos su\u00ed\u00e7os tamb\u00e9m foram mencionados como exemplos de boas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&#8220;Essas solu\u00e7\u00f5es podem ser politicamente dif\u00edceis de implantar, mas uma vez estabelecidas, t\u00eam um papel fundamental: ampliam a cobertura de seguros e fortalecem a capacidade de enfrentamento das sociedades frente aos desastres.&#8221;<\/p>\n<p>Ele finalizou sua fala afirmando que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica exige uma nova abordagem de gest\u00e3o de riscos \u2014 mais preventiva, mais colaborativa e com foco em solu\u00e7\u00f5es estruturantes. &#8220;Precisamos n\u00e3o s\u00f3 de mais seguro, mas de mais resili\u00eancia. E isso s\u00f3 se faz com coordena\u00e7\u00e3o entre governos, mercado e sociedade&#8221;, concluiu Bishop.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Fran\u00e7a-Brasil de Seguros, promovido pela CNseg em parceria com a France Assureurs, marca um novo cap\u00edtulo da internacionaliza\u00e7\u00e3o do mercado segurador brasileiro. A proposta \u00e9 fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o bilateral, fomentar solu\u00e7\u00f5es inovadoras e integrar o seguro aos grandes projetos de desenvolvimento nacional, incluindo os voltados \u00e0 resili\u00eancia clim\u00e1tica e \u00e0 inclus\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>Assessoria de Imprensa CNseg<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do agravamento dos desastres naturais, o papel do setor de seguros na transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica torna-se n\u00e3o s\u00f3 cada vez mais central, como mais desafiante ao exigir a revis\u00e3o de modelos de risco e a busca por solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. 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