{"id":20429,"date":"2020-11-13T11:30:32","date_gmt":"2020-11-13T14:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/?p=20429"},"modified":"2020-11-18T15:51:57","modified_gmt":"2020-11-18T18:51:57","slug":"corretores-veteranos-contam-como-estao-se-adaptando-a-pandemia-e-as-inovacoes-tecnologicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/2020\/11\/13\/corretores-veteranos-contam-como-estao-se-adaptando-a-pandemia-e-as-inovacoes-tecnologicas\/","title":{"rendered":"Corretores veteranos contam como est\u00e3o se adaptando \u00e0 pandemia e \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas"},"content":{"rendered":"<p>A atua\u00e7\u00e3o do corretor de seguros \u00e9 fortemente pautada pela constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de bons relacionamentos. A conversa agrad\u00e1vel, a boa mem\u00f3ria para explicar os benef\u00edcios e vantagens de cada cobertura, e at\u00e9 aquele lado \u201cpsic\u00f3logo\u201d para passar tranquilidade ao cliente que, muitas vezes, pode ser um velho amigo, um familiar, algu\u00e9m com quem temos rela\u00e7\u00f5es pessoais, faz com que o corretor seja um profissional especialista no relacionamento interpessoal.<\/p>\n<p>Adevaldo Calegari (71), Henrique Elias (85) e Jo\u00e3o Gongora (81) s\u00e3o, cada um \u00e0 sua maneira, expoentes deste tipo de corretor com vasta experi\u00eancia e dom\u00ednio total da \u00e1rea t\u00e9cnica do setor, mas tamb\u00e9m cultivadores de bons e longevos relacionamentos. Os tr\u00eas orgulham-se de possuir clientes que passam por gera\u00e7\u00f5es da mesma fam\u00edlia, do pai para o filho e o neto. Est\u00e3o no mercado h\u00e1 d\u00e9cadas e acompanharam toda a transforma\u00e7\u00e3o do setor, em especial a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que j\u00e1 quase aposentou o papel e hoje exige familiaridade com tablets e smartphones.<\/p>\n<p>N\u00e3o pretendem \u201cpendurar as chuteiras\u201d, mas tiveram que se adaptar \u00e0 nova realidade de isolamento e distanciamento social desde mar\u00e7o deste ano, com a eclos\u00e3o da pandemia da COVID-19. Estes mestres da arte do relacionamento tiveram que trocar as reuni\u00f5es presenciais, almo\u00e7os de neg\u00f3cios, cafezinhos e eventos do setor pela teleconfer\u00eancia, chamadas de Zoom, WhatsApp&#8230; E foi por liga\u00e7\u00e3o via WhatsApp que Calegari, Elias e Gongora falaram com a revista Insurance Corp sobre como est\u00e3o se adaptando \u00e0 essa nova realidade, a rela\u00e7\u00e3o com a tecnologia e a vis\u00e3o deles sobre o momento atual do mercado segurador e o impacto da pandemia no setor.<\/p>\n<p>Adevaldo Calegari, 71 anos, s\u00f3cio da Progetto Corretora de Seguros e professor da Escola Nacional de Seguros (ENS)<\/p>\n<p>Conhecido no mercado paulistano apenas como Calegari, este filho de uma fam\u00edlia de imigrantes italianos nascido em 1949, no interior do Paran\u00e1 e muito jovem veio para S\u00e3o Paulo, possui uma longa e vitoriosa trajet\u00f3ria no mercado segurador. Come\u00e7ou a trabalhar com 12 anos na Marcas Famosas, conhecida concession\u00e1ria Volkswagen, e passou nove anos na ind\u00fastria aliment\u00edcia Kibon, at\u00e9 que, em 1974, ingressou na Companhia Internacional de Seguros, uma das l\u00edderes de mercado \u00e0 \u00e9poca. A mem\u00f3ria acurada e a paix\u00e3o pelo setor segurador ficam evidentes quando ele relembra sua hist\u00f3ria com riqueza de detalhes.<\/p>\n<p>\u201cVi um an\u00fancio de emprego no jornal que dizia: \u2018procuro l\u00edderes de equipes de vendas\u2019. Fui l\u00e1, no centro da cidade, uma fila enorme, mas esperei, e fui admitido para ajudar a desenvolver um novo e inovador produto de previd\u00eancia. Depois, ajudei a implementar um produto de vida intergrupo, e assumi a ger\u00eancia das 45 filiais no interior de S\u00e3o Paulo e Mato Grosso e posteriormente assumi a \u00e1rea comercial da sucursal S\u00e3o Paulo. Em 1984, a Cia. Generali queria chegar \u00e0s cinco maiores do Brasil, e me convidaram para liderar um projeto de separa\u00e7\u00e3o de for\u00e7as comerciais, criando estruturas de apoio para cada situa\u00e7\u00e3o de vendas. Naquela \u00e9poca j\u00e1 tinha a ideia de montar uma corretora com meu amigo Osmar Bertacini, mas s\u00f3 conseguimos formar uma sociedade em 1990, na Humana Seguros Pessoais e Assessoria, modelo de apoio a corretores que foi um sucesso e est\u00e1 at\u00e9 hoje entre as maiores do mercado. Eu queria desenvolver minha especialidade em gerenciamento de risco. Em 1986, ajudei meu amigo Eros Amaral, que foi campe\u00e3o mundial de Bridge e tinha um bom relacionamento na alta sociedade, a fundar a Progetto Corretora de Seguros. Em 1998 deixei a Humana e entrei em sociedade na Progetto, onde estou at\u00e9 hoje\u201d.<\/p>\n<p>Calegari sempre atuou institucionalmente, desde o movimento que levou Le\u00f4ncio de Arruda ao comando do Sincor SP e posteriormente Fenacor. Foi diretor executivo do Sincor SP e Mentor do Clube dos Corretores de Seguros de S\u00e3o Paulo por dois mandatos e hoje participa do Conselho de Mentores. Pelo Sincor SP \u00e9 membro da comiss\u00e3o de microsseguros da Fenacor. Membro da Comiss\u00e3o editorial do JCS. Fundador e vice presidente da C\u00e2mara dos Corretores de Seguros do Estado de S\u00e3o Paulo, membro da APTS e da Sociedade Brasileira de Ci\u00eancias do Seguro. Membro do Ibracor e diretor secretario da CamaraSin, C\u00e2mara de Media\u00e7\u00e3o e Concilia\u00e7\u00e3o do Sincor SP.<\/p>\n<p>Na Progetto, ao lado de seu filho Fernando, lidera uma equipe de 14 pessoas, sendo sete da \u00e1rea comercial. Ele admite que a situa\u00e7\u00e3o de pandemia mudou muita coisa, em especial no que tange aos relacionamentos. \u201cNossa \u00e1rea \u00e9 muito din\u00e2mica, havia diversos eventos culturais patrocinados pelos grupos, por exemplo, e isso mudou radicalmente. Com a pandemia busquei preservar a fam\u00edlia em primeiro lugar. Tenho esposa e filha com problemas de sa\u00fade e imediatamente nos isolamos em uma propriedade que tenho no interior\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele diz que, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, o distanciamento f\u00edsico n\u00e3o \u201cesfriou\u201d o relacionamento com os clientes, pelo contr\u00e1rio. \u201cAs rela\u00e7\u00f5es est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximas, informais e constantes, eu diria at\u00e9 que transformou a rela\u00e7\u00e3o com os clientes tamb\u00e9m em algo familiar. Quando ligo para um cliente, pergunto como est\u00e1 sua fam\u00edlia, seus funcion\u00e1rios, houve uma aproxima\u00e7\u00e3o muito intensa. Sempre tive na Progetto uma caracter\u00edstica de aproxima\u00e7\u00e3o, que aumentou muito. O corretor virou quase um psic\u00f3logo. Tenho diversos clientes da \u00e1rea do com\u00e9rcio, varejo, que foram fortemente impactados com o fechamento das atividades, e sempre busco orient\u00e1-los, sobre como buscar aux\u00edlio do governo, das entidades de classe\u201d, conta.<\/p>\n<p>Calegari reconhece que estava defasado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e sempre confiou muito nos relacionamentos interpessoais, como eventos do setor. \u201cTenho o h\u00e1bito do contato f\u00edsico, dos almo\u00e7os, do cafezinho. Nunca fui muito ligado no celular, no laptop, mas meu neto Nicolas, de 17 anos, que tem uma facilidade incr\u00edvel, tem sido um grande parceiro. Foi uma dificuldade absurda no come\u00e7o, mas n\u00f3s seres\u00a0humanos somos muito adapt\u00e1veis e hoje n\u00e3o sou nenhum especialista, mas participo de tudo, reuni\u00f5es por teleconfer\u00eancia, lives\u201d.<\/p>\n<p>O corretor avalia que o mercado segurador resistiu bem ao impacto da COVID e que naturalmente, em \u00e9poca de incertezas como a atual, o consumidor busca o seguro para ter uma tranquilidade maior para si e sua fam\u00edlia. \u201cEste mercado acaba sendo um esteio, pelos fatores cultural e educacional. V\u00ednhamos fazendo um trabalho muito forte de educa\u00e7\u00e3o financeira e securit\u00e1ria, de conscientizar sobre a import\u00e2ncia dos seguros para manter um equil\u00edbrio em sua vida financeira pessoal e tamb\u00e9m para empresas. Agora as pessoas come\u00e7am a lembrar do que o corretor vinha falando, afinal agora \u00e9 o momento de se proteger. O outro fator \u00e9 a necessidade de prote\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio que pode ter demorado d\u00e9cadas para ser constru\u00eddo. O empres\u00e1rio, o comerciante, vai fazer o seguro de responsabilidade civil dele, porque as pessoas est\u00e3o mais sens\u00edveis. A depend\u00eancia de certos profissionais ficou acentuada. H\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o de pessoas em casa confinadas, preocupadas, que ficam mais cr\u00edticas com o servi\u00e7o prestado, e tem o direito de processar. Essa modalidade de seguro cresceu muito\u201d.<\/p>\n<p>Calegari encerra a conversa se mostrando otimista com o controle da pandemia e a normaliza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, mas ressalta do que muito daquilo que a gente mais gostava, o relacionamento presencial caloroso t\u00edpico dos brasileiros, vai ficar prejudicado. \u201cEssa pandemia marca. Para o setor, todo o trabalho em que n\u00e3o for necess\u00e1ria a presen\u00e7a f\u00edsica ser\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia, a telemedicina vai avan\u00e7ar enormemente e a previd\u00eancia privada e produtos de vida seguir\u00e3o crescendo\u201d.<\/p>\n<p>Henrique Elias, 85 anos, s\u00f3cio da Elias Assessoria de Seguros e fundador do Clube dos Corretores de Seguros de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do colega Calegari, Henrique Elias, com meio s\u00e9culo de atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de seguros, sempre atuou como corretor. Desde 1968, lidera a Elias Assessoria de Seguros, com sede na Rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros. Apesar de morar bem perto do escrit\u00f3rio, desde mar\u00e7o est\u00e1 dando expediente do \u201chome office\u201d do apartamento. \u201cCostumava ir a p\u00e9, mas estou evitando e posso dizer que trabalhar de casa est\u00e1 sendo \u00f3timo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele lembra que sua empresa sempre foi especializada em seguros empresariais, em especial de responsabilidade civil. \u201cNossos seguros sempre foram feitos em base de indica\u00e7\u00e3o ou na procura. Raramente sa\u00edmos \u201cbatendo de porta em porta\u201d, como se diz, embora antigamente isso no interior principalmente fosse comum. Mas hoje n\u00e3o d\u00e1 mais para ficar esperando o telefone tocar, ent\u00e3o fazemos um trabalho ativo de prospec\u00e7\u00e3o. Selecionamos uma certa gama de poss\u00edveis clientes de um determinado segmento e apresentamos nosso trabalho e a import\u00e2ncia do seguro. Buscamos sempre oferecer seguros especiais, como a responsabilidade civil, transporte, garantia\u201d.<\/p>\n<p>Apesar da solidez de mais de 50 anos no mercado, a Elias Assessoria sentiu o impacto da pandemia, admite. \u201cMuita gente que tinha dois carros vendeu um, muitas empresas demitiram e a\u00ed o seguro de vida e sa\u00fade em grupo diminui. Com a equipe trabalhando de casa estamos economizando um pouco, t\u00ednhamos dois carros e nos desfizemos de um, que estava parado pois n\u00e3o preciso mais visitar cliente presencialmente\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a rela\u00e7\u00e3o com as novas ferramentas tecnol\u00f3gicas, Elias diz: \u201cGra\u00e7as a Deus lido muito bem, obrigado\u201d. Claro que de vez em quando precisa de ajuda. \u201cChamo ou meus funcion\u00e1rios jovens que sabem de tudo ou meu neto. Pe\u00e7o ajuda e fa\u00e7o de tudo para aprender. Celular eu uso o dia inteiro, mas \u00e9 um esfor\u00e7o. Participo praticamente todo dia de alguma live ou confer\u00eancia, pois acho que precisamos sempre estar atualizados com as coisas. Tenho um grupo de colegas corretores que sempre que algu\u00e9m precisa, tem alguma d\u00favida, tem outro pronto para ajudar\u201d.<\/p>\n<p>Refletindo sobre essa trajet\u00f3ria de 50 anos no mercado, Elias avalia que antigamente o trabalho era mais f\u00e1cil. \u201cHavia poucos corretores, pouca gente que conhecia seguros, normalmente grandes empresas. Infelizmente tamb\u00e9m aconteceu muita coisa errada no mercado e o setor ficou mais r\u00edgido. Desde ent\u00e3o, a coisa cresceu e se modernizou enormemente\u201d.<\/p>\n<p>Ainda trabalhando pontualmente das 9h \u00e0s 18h de segunda a sexta-feira, o veterano n\u00e3o quer saber de aposentadoria, e encara a corretagem como uma \u201cmiss\u00e3o social\u201d. \u201cAntigamente, quando havia uma fatalidade, n\u00f3s \u00edamos na casa da fam\u00edlia da pessoa que tinha um seguro de vida, que poderia ser uma fam\u00edlia de n\u00edvel modesto, com um cheque, que daria tranquilidade para essa fam\u00edlia. \u2018O seguro funciona, est\u00e1 aqui\u2019. Quando pagava indeniza\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio, o propriet\u00e1rio desesperado, voc\u00ea chegava com o cheque, dava uma orienta\u00e7\u00e3o, o cara ia descontar o cheque e nos dava uma \u2018gorjeta\u2019\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Gongora, 81 anos, s\u00f3cio da J. Gongora Corretora de Seguros e membro do Clube dos Corretores de Seguros de S\u00e3o Paulo e do Sincor-SP desde a d\u00e9cada de 1970<\/p>\n<p>Agora em novembro de 2020, Jo\u00e3o Uridales Gongora completa 63 anos na \u00e1rea de seguros. Ingressou na Atalaia Companhia de Seguros como aprendiz, ainda menor de idade, em 1957, e dois anos depois, passou para a Neptunia, tradicional corretora de seguros onde atuou por exatos 50 anos. Tornou-se um dos principais especialistas nos seguros obrigat\u00f3rios, como o RCOVAT, atual DPVAT. Em 2009, j\u00e1 com uma longa experi\u00eancia no ramo da responsabilidade civil e extensa agenda de contatos, abriu sua pr\u00f3pria corretora, a J. Gongora, para se tornar um \u201ccorretor dos corretores\u201d. \u201cAtualmente, a maior parte dos meus clientes s\u00e3o justamente outras corretoras de seguros, afinal todas precisam ter um seguro de responsabilidade civil. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil trabalhar com corretores, mas \u00e9 um privil\u00e9gio muito grande ter essa clientela. Sou inclusive o corretor de todas as ap\u00f3lices do Sincor-SP, para mim \u00e9 um m\u00e9rito muito grande, obter a confian\u00e7a do meu sindicato\u201d.<\/p>\n<p>Gongora ali\u00e1s foi o associado de n\u00famero 71 do Sincor-SP, ao qual se filiou em 1975. Um ano antes, entrou para o Clube dos Corretores de Seguros de S\u00e3o Paulo, onde teve atua\u00e7\u00e3o destacada no Jornal dos Corretores de Seguros por 14 anos. Entre 1980 e 1994, o CCS-SP foi respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o do jornal, ap\u00f3s acordo com o Sincor-SP, e Gongora colaborou durante todo o per\u00edodo, sendo coordenador editorial e comercial na gest\u00e3o de Milton D\u2019Amelio (1990\/1992). O jornal, o sindicato e o CCS-SP foram pontos importantes de organiza\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o dos corretores durante o per\u00edodo militar, onde a liberdade de associa\u00e7\u00e3o era restrita.<\/p>\n<p>Este decano da corretagem de seguros em S\u00e3o Paulo afirma que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es do setor. \u201cHoje as coisas est\u00e3o muito mais din\u00e2micas. Eu estou tocando, enquanto me aceitarem, estou a\u00ed\u201d, brinca. Ele diz que sem d\u00favida a revolu\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica foi a grande mudan\u00e7a, para melhor. \u201cAdiantou muito nosso trabalho. Eu aos poucos vou tentando me adaptar, a idade faz com que voc\u00ea tenha algumas dificuldades, mas eu vou em frente. Tenho um apoio muito grande do meu filho, que trabalha comigo\u201d.<\/p>\n<p>Ele mora pr\u00f3ximo ao escrit\u00f3rio da corretora, na regi\u00e3o do Brooklin, na zona sul de S\u00e3o Paulo, mas desde mar\u00e7o adaptou uma parte de casa para montar seu home office. \u201cTenho alguns hobbies, e um deles \u00e9 colecionar e consertar r\u00e1dios antigos, ent\u00e3o tenho uma oficina aqui em casa. Tenho tudo que \u00e9 ferramenta, mas na hora do expediente, agora a oficina est\u00e1 sendo meu escrit\u00f3rio\u201d. Tem feito todas as reuni\u00f5es por teleconfer\u00eancia, sem maiores dificuldades, e afirma que a maior parte das corretoras que s\u00e3o suas clientes t\u00eam conseguido manter o equil\u00edbrio financeiro neste ano dif\u00edcil. Avalia que, al\u00e9m dos seguros de vida e responsabilidade civil, a prote\u00e7\u00e3o contra roubo tem tido maior procura. \u201cComo dizem, \u2018do couro sai a correia\u2019. A pessoa pode estar em m\u00e1 situa\u00e7\u00e3o e nunca ter feito isso na vida, mas num momento de desespero sai para roubar. Parece que aumentou um pouco esse risco nos \u00faltimos meses\u201d.<\/p>\n<p>Nestes momentos de incerteza e dificuldades, \u00e9 reconfortante ouvir essas figuras de longa experi\u00eancia nos aspectos t\u00e9cnicos e humanos do seguro, ainda ativos e apaixonados pelo que fazem. Os tr\u00eas superam as dificuldades naturais da idade para se atualizarem com as novidades tecnol\u00f3gicas e seguem trabalhando mesmo na pandemia, podendo tomar todas as precau\u00e7\u00f5es contra o v\u00edrus adotando o home office e a teleconfer\u00eancia. A Insurance Corp e toda a comunidade seguradora desejam vida longa e muita sa\u00fade a eles e todos os corretores e profissionais da Melhor Idade que atuam no setor.<\/p>\n<p><em><strong>Paulo Noviello, especial para a Reda\u00e7\u00e3o Insurance Corp<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Foto: Adevaldo Calegari, um dos entrevistados desta mat\u00e9ria.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atua\u00e7\u00e3o do corretor de seguros \u00e9 fortemente pautada pela constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de bons relacionamentos. 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