{"id":11234,"date":"2019-09-19T13:29:32","date_gmt":"2019-09-19T16:29:32","guid":{"rendered":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/?p=11234"},"modified":"2019-09-19T13:32:15","modified_gmt":"2019-09-19T16:32:15","slug":"desafios-e-janela-de-oportunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insurancecorp.com.br\/pt\/2019\/09\/19\/desafios-e-janela-de-oportunidades\/","title":{"rendered":"Desafios e janela de oportunidades"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\"><i>Encontro de Resseguro descortinou avan\u00e7o do setor que atende \u00e0 demanda do cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro<\/i><\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cO resseguro certamente ter\u00e1 papel importante para a sustenta\u00e7\u00e3o do mercado segurador em novo ciclo de progresso\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o do presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Seguradoras (CNseg), M\u00e1rcio Coriolano, durante o 8\u00ba Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, traduziu com fidelidade a expectativa dos players quanto ao cen\u00e1rio desenhado pelo presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira. O encontro aconteceu nos dias 8 e 9 de abril no Rio de Janeiro e reuniu mais de 700 profissionais que atuam no segmento.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">Pereira abriu oficialmente o evento com presen\u00e7as ilustres como, al\u00e9m de Coriolano, dos presidentes Antonio Trindade (Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Seguros Gerais \u2013 FenSeg), Robert Bittar (Escola Nacional de Seguros), Roberto da Rocha Azevedo (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Corretagem de Resseguros \u2013 Abecor), do presidente substituto da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, e de Caio Megale, secret\u00e1rio de Desenvolvimento da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio, Servi\u00e7o e Inova\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p class=\"p1\">O presidente da Fenaber destacou algumas conquistas recentes do setor de resseguro, como a obten\u00e7\u00e3o de assento no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a revers\u00e3o do entendimento da Receita Federal sobre impostos das resseguradoras admitidas. Na ocasi\u00e3o, Pereira comentou sobre a transforma\u00e7\u00e3o do mercado nacional, com a entrada das maiores resseguradoras do mundo. \u201cTemos hoje 123 de empresas registradas para operar no pa\u00eds e n\u00e3o falta capacidade para atender \u00e0 demanda do mercado brasileiro\u201d, garantiu.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Coriolano, por sua vez, lembrou tamb\u00e9m da pujan\u00e7a das seguradoras, com \u00eanfase no crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o das companhias em 2018, que atingiu R$ 460 bilh\u00f5es, o forte ajuste da efici\u00eancia operacional das regras de aceita\u00e7\u00e3o de riscos, a revis\u00e3o tarif\u00e1ria observada, o elevado padr\u00e3o de governan\u00e7a, o redirecionamento de linhas de neg\u00f3cios e a ado\u00e7\u00e3o acelerada de processos de inova\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">J\u00e1 Trindade, da FenSeg, falou sobre o desenvolvimento do mercado de resseguro ocorrido ap\u00f3s a sua abertura e privatiza\u00e7\u00e3o do IRB, lembrando que h\u00e1 espa\u00e7os a serem ocupados, sobretudo nas \u00e1reas agr\u00edcolas e de infraestrutura. O setor de sa\u00fade suplementar foi tema do pronunciamento de Fonseca, da ANS, que abordou o aspecto social do setor e seu dinamismo econ\u00f4mico. Segundo ele, um dos maiores desafios dos players \u00e9 o financiamento dos servi\u00e7os, \u201cdiante da escalada de pre\u00e7os que ocorre no Brasil e no mundo\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">O secret\u00e1rio Megale teceu coment\u00e1rios sobre o cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro, convocando a ind\u00fastria de seguros a apoiar a agenda de desburocratiza\u00e7\u00e3o e de melhoria do ambiente de neg\u00f3cios para o pa\u00eds retomar o crescimento. \u201cCabe a n\u00f3s a articula\u00e7\u00e3o para que essa agenda funcione e n\u00e3o apenas no Minist\u00e9rio da Economia, mas tamb\u00e9m nas ag\u00eancias reguladoras de uma forma geral, nos minist\u00e9rios e at\u00e9 no STF\u201d, opinou. Para ele, o pa\u00eds precisa de a\u00e7\u00f5es estruturais mais consistentes como forma de solucionar entraves fiscais e ligadas \u00e0 desburocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"p3\"><b>Cidades inteligentes e clima<\/b><\/h3>\n<p class=\"p1\">De que forma o mercado de seguros ser\u00e1 impactado pela transforma\u00e7\u00e3o cada vez mais veloz de metr\u00f3poles em cidades inteligentes?<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Essa foi a quest\u00e3o central de um painel que reuniu o smart city expert da SmartUp Consulting Firm, Renato de Castro, o gerente s\u00eanior de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Sustentabilidade da Bradesco Seguros, Ivani Benazzi de Andrade, o chefe-executivo de Resili\u00eancia e Opera\u00e7\u00f5es do <span class=\"s2\">Centro de Opera\u00e7\u00f5es do Rio (Cor), Alexandre Cardeman, e o CEO da VM9, Marcos Marconi. Castro ressaltou o significado do termo smarts cities, ou seja, \u201clugares onde tudo parece conspirar para fazer a vida das pessoas melhor\u201d, definiu. Segundo ele, as atuais parcerias p\u00fablico-privadas v\u00e3o ganhar mais um \u2018p\u2019. \u201cTeremos quatro \u2018p\u00eas\u2019, que seriam as parcerias p\u00fablico, privada e de pessoas\u201d. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">Marconi dissertou sobre o projeto da startup VM9, a plataforma Smart Data Wien. \u201cO projeto \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o do conceito de \u201cdata laje\u201d. Trata-se de esp\u00e9cie de banco de dados que aglutina diversos tipos de servi\u00e7os, com dados multidisciplinares. \u201cEsse \u00e9 ideal para os cidad\u00e3os\u201d, justificou. Na vis\u00e3o de Benazzi, o setor de seguros \u00e9 um \u201cparceiro irremedi\u00e1vel e protagonista\u201d no processo de desenvolvimento de smart cities. &#8220;O conceito de sustentabilidade de uma cidade inteligente vir\u00e1 por meio da mudan\u00e7a de mentalidade das pessoas e tamb\u00e9m atrav\u00e9s de parcerias&#8221;, complementou.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os eventos catastr\u00f3ficos tamb\u00e9m foram debatidos em painel espec\u00edfico, com a abertura de Rubem Hofliger, diretor de solu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da Swiss Re para a Am\u00e9rica Latina. Hofliger advertiu sobre seguros que n\u00e3o acompanham o crescimento dos ativos p\u00fablicos. Somente quando acontece uma cat\u00e1strofe, percebe-se o volume das perdas seguradas. \u201cH\u00e1 brechas cada vez maiores. A responsabilidade acaba recaindo sobre os governos, que n\u00e3o incorporam a cultura securit\u00e1ria em suas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, alertou.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">A chefe de distribui\u00e7\u00e3o e l\u00edder de param\u00e9trico da AXA XL, St\u00e9phane Godier, por sua vez, lembrou as atuais altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas no mundo e seu \u201cimpacto econ\u00f4mico cada vez maior\u201d. A executiva justifica que n\u00e3o h\u00e1 mecanismo de mercado mais eficiente que os seguros param\u00e9tricos, pois estes protegem a sociedade. Outro questionamento partiu de Frederico Ferreira, CEO da Austral Seguradora. \u201cPor que o seguro param\u00e9trico n\u00e3o decolou ainda? No Brasil, a gente acredita que n\u00e3o vai acontecer nada\u201d. E Chris Cadorna, s\u00f3cio da HFW, comentou aspectos jur\u00eddicos dos dados do seguro param\u00e9trico. \u201cPara um seguro ser v\u00e1lido, o segurado precisa ter interesse. Na sua vis\u00e3o, o governo n\u00e3o est\u00e1 contratando um seguro para indenizar a si pr\u00f3prio, mas sim a toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">Sem d\u00favida, o tema relativo a altera\u00e7\u00f5es no clima obteve espa\u00e7o privilegiado nos debates do 8\u00ba Encontro de Resseguro. O painel &#8220;Como o resseguro pode ajudar a resolver a lacuna de prote\u00e7\u00e3o&#8221; chamou a aten\u00e7\u00e3o do mercado sobre o aumento do n\u00famero de cat\u00e1strofes no planeta e reuniu Antonio Trindade, CEO da Chubb e presidente da FenSeg, Luiz Roberto Cunha, professor de Economia do Centro de Ci\u00eancias Sociais da PUC-Rio, e Rodrigo Botti, CEO da Terra Brasis Resseguros.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Presen\u00e7a aguardada por todos, Moses Ojeisekhoba, CEO Reinsurance Swiss Re, explicou sobre as oportunidades e desafios do mercado de seguros e resseguros no Brasil e no mundo. Moses listou temas importantes, entre eles o recrudescimento das ocorr\u00eancias de trag\u00e9dias clim\u00e1ticas nos cinco continentes. \u201cS\u00e3o dados que nos obrigam a repensar as ferramentas de gest\u00e3o de riscos relevantes e a oferta adequada de seguros. A Am\u00e9rica do Sul foi um dos continentes mais afetados por cat\u00e1strofes naturais nos \u00faltimos dez anos, com perdas avaliadas em US$ 200 bilh\u00f5es, alertou\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">Cunha, da PUC-Rio, explicou que as altera\u00e7\u00f5es bruscas e dram\u00e1ticas no clima impactam a ind\u00fastria de seguros em todo o mundo. Citou como exemplo o temporal que causou destrui\u00e7\u00e3o e mortes no Rio de Janeiro no primeiro dia do evento, 8 de abril. \u201cSem investimentos m\u00ednimos, eventos clim\u00e1ticos causar\u00e3o impactos e trag\u00e9dias mais amplas\u201d. J\u00e1 Botti, da Terra Brasis, comparou o mercado de resseguros no Brasil e dos Estados Unidos: \u201cNo pa\u00eds norte-americano, produtos de vida t\u00eam bastante penetra\u00e7\u00e3o, assim como o de autom\u00f3veis. A prote\u00e7\u00e3o a acidentes de trabalho \u00e9 algo que prov\u00e9m do sistema p\u00fablico e n\u00e3o do setor privado\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"p3\"><b>Tecnologia e RC ambiental<\/b><\/h3>\n<p class=\"p1\"><i>Blockchain<\/i> (protocolo digital que possibilita o armazenamento e compartilhamento de dados) e a promessa de simplifica\u00e7\u00e3o de processos e otimiza\u00e7\u00e3o de efici\u00eancia nas seguradoras foram tema do painel coordenado por Paulo Botti, do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Terra Brasis Resseguros. Antony Eliott, chairman da B3i enfatizou o campo aberto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es da tecnologia no setor, destacando como tais solu\u00e7\u00f5es poder\u00e3o simplificar processos e otimizar a efici\u00eancia das companhias. \u201cPara o Brasil, \u00e9 uma oportunidade imensa de reduzir custos de opera\u00e7\u00e3o e aumentar a efici\u00eancia\u201d, emendou.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Marcelo Hirata, diretor de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o do IRB Brasil RE, citou exemplos de apostas em aplica\u00e7\u00f5es baseadas em <i>blockchain<\/i> no Brasil, enquanto Keiji Sakai, diretor da empresa de tecnologia R3 no Brasil, assinalou que um facilitador da difus\u00e3o das aplica\u00e7\u00f5es baseadas num protocolo digital \u00e9 o interesse dos reguladores pelo tema. O diretor t\u00e9cnico da Tokio Marine, Luis Felipe Smith, a \u00e1rea de grandes riscos possui ampla abertura para solu\u00e7\u00f5es como esta. E lembrou a complexidade do segmento, no qual as resseguradoras t\u00eam forte atua\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">Al\u00e9m da tecnologia, os seguros ambientais compuseram a pauta do evento, trazendo \u00e0 tona os acidentes das barragens de Mariana e Brumadinho, cujo impacto modificou o cen\u00e1rio e a din\u00e2mica deste tipo de prote\u00e7\u00e3o. Gerente regional para a Am\u00e9rica Latina de riscos ambientais da Chubb, F\u00e1bio Garcia Barreto, trouxe dados sobre seguros ambientais no Brasil em painel conduzido por M\u00e1rcio Guerrero, superintendente da HDI Global. Tais dados apontam para um total de 27 seguradoras que operam nesta modalidade. Destas, 17 t\u00eam produ\u00e7\u00e3o na carteira e nove, a produ\u00e7\u00e3o ultrapassou R$ 1 milh\u00e3o em 2018.<\/p>\n<p class=\"p1\">Barreto revelou que as companhias continuam oferecendo prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mineradoras, por\u00e9m s\u00e3o seletivas quanto a oferecer o seguro \u00e0s barragens. Em sua an\u00e1lise, o mercado de resseguros \u201cfreou a capacidade para riscos de minera\u00e7\u00e3o e barragens. Normalmente, os acidentes recentes s\u00e3o o tipo de sinistro que ocorrem num intervalo de dez anos, mas no Brasil ocorreram em menos de tr\u00eas e v\u00e1rias cidades ainda est\u00e3o preocupadas com suas barragens\u201d, ressaltou Barreto. Pery Saraiva Neto, s\u00f3cio-diretor na Pery Saraiva Neto Advogados, preconizou a necessidade de maior clareza do seguro ambiental, as coberturas oferecidas e que sejam analisadas as expectativas em torno da aplica\u00e7\u00e3o do seguro.<\/p>\n<h3 class=\"p3\"><b>Energia e D&amp;O<\/b><\/h3>\n<p class=\"p1\">A plen\u00e1ria \u201cMatriz energ\u00e9tica brasileira \u2013 mudan\u00e7as e investimentos\u201d trouxe \u00e0 tona quest\u00f5es fundamentais sobre abastecimento respons\u00e1vel. Segundo Roberto D\u2019Ara\u00fajo, diretor do Instituto de Desenvolvimento Estrat\u00e9gico do Setor Energ\u00e9tico (Ilumina), a transforma\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica brasileira, a partir das variantes renov\u00e1veis de energia, ir\u00e1 gerar um impacto no mercado. \u201cAinda esbarramos, contudo, em quest\u00f5es legislativas, regulat\u00f3rias e, sobretudo, ambientais. N\u00e3o podemos falar em matriz energ\u00e9tica sem falar em quest\u00f5es ambientais\u201d, alertou.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s3\">O CEO South America da Allianz Global Corporate &amp; Specialty, Angelo Colombo, ressaltou a necessidade do mercado de fontes renov\u00e1veis evoluir rapidamente no Brasil. Para ele, o setor de seguros est\u00e1 atento \u00e0s possibilidades de neg\u00f3cios na matriz energ\u00e9tica do pa\u00eds. S\u00f3cio-diretor da RegE Barros Correia Advisers, Tiago de Barros Correia, ponderou sobre a profunda transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do setor de energia. Lembrou que a mobilidade el\u00e9trica \u00e9 um caminho sem volta e imp\u00f5e uma transi\u00e7\u00e3o acelerada no setor automotivo: \u201cS\u00e3o modelos de neg\u00f3cios no setor de energia que v\u00e3o amea\u00e7ar modelos j\u00e1 existentes\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s4\">A agenda do encontro sobre resseguro abriu espa\u00e7o para o D&amp;O. Os efeitos da Lava Jato est\u00e3o transformando este tipo de seguro e, caso se dissemine o n\u00e3o adiantamento dos custos de defesa, a prote\u00e7\u00e3o perder\u00e1 sua finalidade. Esta foi uma das conclus\u00f5es a que chegaram os participantes do painel t\u00e9cnico. Cassio Gama Amaral, s\u00f3cio do Mattos Filho Advogados, disse que o D&amp;O objetiva adiantar os custos de defesa, ainda que o administrador tenha cometido ato doloso\u201d. Mas lamentou: \u201cIsto tira o objetivo do D&amp;O, ou seja, adiantar os custos de defesa. Gostaria de ver o D&amp;O voltando \u00e0s suas origens\u201d <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">Rodrigo Bertuccelli, vice-presidente de clains lange da Chubb, acrescentou: \u201cSe tirar o custo de defesa do D&amp;O, est\u00e1 se esvaziando o produto. Deve-se pagar e quem for respons\u00e1vel, ter\u00e1 de reembolsar\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"p3\"><b>Transporte e <i>cyber risk<\/i><\/b><\/h3>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s5\">O marco regulat\u00f3rio dos transportes de cargas colocar\u00e1 o setor securit\u00e1rio diante de desafios, exigindo uma mudan\u00e7a de comportamento do mercado em geral, avisou Paulo Robson Alves, da AXA XL, no painel \u201cOs desafios atuais do seguro de transporte\u201d. Participaram do debate Paula Rodrigues, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio CGVF Advogados e Alfredo Chaia, diretor-geral da Internacional Risk Veritas. \u201cH\u00e1 uma necessidade de ambienta\u00e7\u00e3o. Estamos cada vez mais numa era de dinamismo e o seguro de transportes precisa se adaptar e tentar acompanhar esse dinamismo\u201d, pontuou Paula. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s5\">Chaia defendeu que o marco regulat\u00f3rio \u00e9 uma medida que est\u00e1 interessando muito mais ao debate para quem contrata do que em raz\u00e3o da natureza do risco. \u201cAs discuss\u00f5es de responsabilidade por contrata\u00e7\u00e3o e os debates sobre a complexidade e a interdepend\u00eancia, continuam grandes\u201d, acrescentou. Contudo, Chaia assinala que o transportador assumir\u00e1 uma responsabilidade \u201cprogressivamente maior\u201d em fun\u00e7\u00e3o da complexidade cada vez mais acentuada do produto.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s4\">Ao final do encontro, um painel que discutiu cyber risk e a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD) tamb\u00e9m atraiu as aten\u00e7\u00f5es. \u201cQuanto mais digital forem a sociedade e as empresas, maior a possibilidade de um risco catastr\u00f3fico provocado por um cyber ataque\u201d, afirmou Gustavo Galv\u00e3o, head de subscription de comercial e consumer lines da Argo. Glauce Carvalhal, superintendente jur\u00eddica da CNseg, falou sobre as amea\u00e7as: \u201cAt\u00e9 2019, poder\u00e1 chegar a US$ 2,1 trilh\u00f5es o montante de preju\u00edzos de riscos cibern\u00e9ticos. Cerca de 250 dias \u00e9 o tempo m\u00e9dio que as empresas levam para descobrir os ataques\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s4\">Na vis\u00e3o de Daniel Haddad, CEO da CECyber, o uso mais intensivo de dados provocar\u00e1 o aumento dos ataques cibern\u00e9ticos. \u201cNo Brasil, os custos com ataques alcan\u00e7aram US$ 14 bilh\u00f5es nos \u00faltimos 12 meses\u201d, alertou. J\u00e1 Marcia Cicarelli, s\u00f3cia da \u00e1rea de seguros e resseguros do escrit\u00f3rio Demarest, fez uma apresenta\u00e7\u00e3o da LGPD. \u201cH\u00e1 a necessidade de mapear o fluxo de dados na organiza\u00e7\u00e3o; levantar quais e como os dados s\u00e3o coletados, a finalidade, porque e por quem a coleta de dados \u00e9 feita\u201d, avaliou. Fl\u00e1vio S\u00e1, gerente de linha financeira da AIG, considera que as empresas t\u00eam de saber quais s\u00e3o as medidas para responder a um incidente. \u201cO plano de mitiga\u00e7\u00e3o tem de estar pronto no momento em que surge o risco\u201d.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p1\"><b>Promo\u00e7\u00e3o \u00e0 igualdade est\u00e1 na ordem do dia<\/b><\/h3>\n<p class=\"p2\">Os debates que norteiam os v\u00e1rios segmentos da sociedade e seus aspectos multiculturais chegaram ao mercado de seguros. Hoje \u00e9 imprescind\u00edvel o respeito \u00e0s diferen\u00e7as de ra\u00e7a, g\u00eanero e religi\u00e3o para que haja fluxo de normalidade no relacionamento e nos neg\u00f3cios. Um mercado sustent\u00e1vel, enfim, foi a tese sustentada pelas participantes do painel t\u00e9cnico \u201cDiversidade em A\u00e7\u00e3o\u201d, coordenado pela presidente da Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres do Mercado de Seguro (AMMS), Margo Black.<\/p>\n<p class=\"p2\">Al\u00e9m de tratar dos desafios relacionados \u00e0 participa\u00e7\u00e3o feminina no setor, o painel abordou a realidade vivida pelo segmento LGBT, negras, jovens e idosas nas companhias seguradoras e resseguradoras.<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Maria Helena Monteiro, diretora de Escola Nacional de Seguros (ENS), apresentou a situa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado com base na \u00faltima pesquisa sobre a presen\u00e7a feminina no setor. Embora as profissionais sejam maioria na base da pir\u00e2mide das corpora\u00e7\u00f5es, somente 1,4% delas consegue chegar aos cargos executivos, alcan\u00e7ados por 4,7% dos homens. Segundo Maria Helena, um homem possui tr\u00eas vezes e meia de chances a mais de tornar-se executivo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s2\">A diretora de Rela\u00e7\u00f5es de Consumo e Comunica\u00e7\u00e3o da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, por sua vez, salientou os esfor\u00e7os da entidade e do segmento para promover a igualdade. \u201cNosso setor tem o dever de ser o reflexo da sociedade. A diversidade est\u00e1 no DNA do mundo segurador\u201d, declarou. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Ana Carolina Mello, conselheira da AMMS, ressaltou o apoio recebido por v\u00e1rias companhias e revelou que os sinais de combate \u00e0s desigualdades s\u00e3o animadores. \u201c\u00c9 forte a percep\u00e7\u00e3o de que grandes seguradoras e resseguradoras est\u00e3o trabalhando para mudar essa situa\u00e7\u00e3o\u201d, admitiu.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Solange Guimar\u00e3es, superintendente de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional da SulAm\u00e9rica narrou experi\u00eancias como mulher negra no mercado e afirmou que o enfrentamento dessas quest\u00f5es \u00e9 fundamental para o desenvolvimento do setor. \u201cA empresa que n\u00e3o tem olhar para a diversidade, n\u00e3o tem olhar para o futuro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro de Resseguro descortinou avan\u00e7o do setor que atende \u00e0 demanda do cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro \u201cO resseguro certamente ter\u00e1 papel importante para a sustenta\u00e7\u00e3o do mercado segurador em novo ciclo de progresso\u201d. 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