CCS-SP abre espaço para debates entre associados

O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) reuniu seus associados, em almoço fechado para convidados, no dia 7 de maio, no Il Ristorante Famiglia Mancini, em São Paulo. No início do evento, antes de abrir a tribuna para a manifestação dos associados, o mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, convidou os corretores de seguros e as lideranças presentes a colaborarem com a doação de recursos para o movimento SOS Chuvas RS, que beneficiará, em especial, os securitários afetados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

O mentor trouxe o depoimento em vídeo do presidente do CVG-RS, Jean Figueiró, que explicou a necessidade de o mercado de seguros auxiliar os securitários da região, a exemplo do que outras categorias estão fazendo. “Vamos olhar para os nossos. Mais de 300 municípios foram atingidos e peço o apoio de vocês para de cuidar dos nossos colegas”, disse Figueiró. No vídeo, ele informou, ainda, sobre como colaborar, por meio de deposito pix para uma conta aberta pelo Sindseg-RS para esta finalidade.

Reforçando o apelo de Figueiró, o mentor Álvaro Fonseca convidou as lideranças da categoria a se juntarem ao movimento, obtendo a confirmação de doação de todas que estavam representadas no evento. O próprio CCS-SP, segundo ele, e também o Sincor-SP, já estavam providenciando a doação. “Todos do Rio Grande do Sul estão sofrendo com esta tragédia, mas vamos doar para que seja realizado o atendimento direcionado aos securitários”, disse. Ele informou que a chave pix é o CNPJ do Sindseg-RS: 92947241/0001-60.

Outro tema em debate, apresentado pelo próprio mentor, foi a aprovação do PLC 29, em abril, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que traz um novo marco legal ao seguro. “Haverá mudanças significativas em diversos ramos, afetando diretamente as seguradoras e também os corretores de seguros”, disse. O associado Adilson Neri Pereira acrescentou que o PLC 29 tem um viés de maior proteção ao consumidor de seguros, implicando no aumento da responsabilidade civil do corretor de seguros.

Neri sugeriu que os corretores tratem de se inteirar sobre o tema e que não descuidem de contratar um seguro de responsabilidade civil profissional. O mentor Álvaro Fonseca destacou que os corretores podem adotar medidas para evitar a responsabilização jurídica, caso o segurado venha a acionar a justiça, recorrendo a parcerias com colegas especialistas. “Caso o corretor não domine certo tipo de seguro, sugiro que procure um colega especialista para uma parceria”, disse.

O associado Rodinei Ricardo da Silva lembrou que a responsabilidade civil do corretor pode ser ampla, incluindo a relacionada à LGPD em relação à manipulação de dados dos segurados. O ex-mentor e fundador Henrique Elias destacou a necessidade de contratação do seguro RC profissional em valores adequados e sob medida para cada profissional. O associado Harry Leon Sztajer, que já atuou como juiz do trabalho, observou que os corretores também precisam conscientizar os seus clientes de seguro automóvel sobre a importância de valores mais altos para a cobertura de RC.

Durante o evento, o CCS-SP também abriu espaço para outras entidades. Coube ao ex-mentor Adevaldo Calegari, presidente da CamaraSin, divulgar os benefícios da mediação para a resolução de conflitos em seguros. O evento contou, ainda, com uma homenagem do CCS-SP ao Dia das Mães, com a distribuição de lembranças às mães presentes.

 

UOL

Encontro do CCS-SP discute retorno do corretor de seguros ao Open Insurance

O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) realizou almoço com a presença de associados, no dia 4 de abril, no Circolo Italiano, e com a participação especial do ex-diretor técnico da Susep José Nagano, que apresentou o tema “O corretor de seguros e o Open Insurance”. Presente no encontro, o ex-superintendente da Susep Alexandre Camillo fez uma breve introdução ao tema, acrescentando informações.

O mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, ressaltou a importância de trazer ao debate com os associados questões que podem impactar a atividade. “Muitos corretores não se deram conta de que a distribuição de seguros estava em risco até a publicação da resolução que corrigiu esse problema e trouxe de volta a categoria ao Open Insurance. O objetivo do Clube é abrir espaço para discussão de outras questões igualmente relevantes”, disse.

Fim da SISS
Camillo abriu o evento, explicando que Open Insurance é a manifestação do consumidor de compartilhar produto ou serviço com outros fornecedores que atendam melhor a sua necessidade. “Ou seja, estimula o consumidor a fornecer suas informações para que receba proposta melhor, algo que o corretor já pratica com maestria, quando busca os melhores produtos para o seu cliente”, afirmou. Ele acrescentou que o Open Banking funciona semelhante.

Segundo Camillo, quando chegou à Susep em novembro de 2021, se deparou com a edição da Resolução CNSP 429, regulamentando a SISS – Sociedade Iniciadora de Serviços em Seguros, cujo propósito era funcionar como uma plataforma para o recebimento de dados. “O fato é que era permitido à SISS atuar como representante do segurado, inclusive em contratos já pactuados, ofertando seguros, regulando sinistros e emitindo endossos”, relatou. Aí estava, o que lhe chamou a atenção, um risco para o corretor de seguros.

Camillo enfatiza que a SISS não integra o SNSP (Sistema Nacional de Seguros Privados) e, portanto, jamais poderia se colocar como um quarto elemento na relação corretor, seguradora e segurado. “Se algum dia houve uma ameaça à categoria, esta foi a maior”, disse. Ele contou que sua gestão se dedicou a alterar a SISS, e conseguiu. O resultado foi a extinção da SISS, a partir da edição da Resolução CNSP 450, em outubro de 2022, que criou a nova figura SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente).

Um dos principais atributos da SPOC, segundo Camillo, é a introdução do corretor de seguros no Open Insurance. “E ainda incluímos o corretor como possível candidato a constituir uma SPOC, desde que a sua corretora seja sociedade anônima e atenda outros requisitos”, disse. Ele afirmou que não tem como prever se a resolução seguirá adiante. “Pusemos fim a um risco, evitando que algo agredisse a categoria. Se vai se manter dessa forma, só o futuro dirá”, enfatizou.

Distribuição preservada
José Nagano explicou que o Open Insurance e o Open Banking juntos formam o Open Finance, abrangendo todo o mercado financeiro do país. O Open Banking, que surgiu um ano antes do Open Insurance, já obteve 19 milhões de interações distribuídas em 800 instituições financeiras participantes. Nesse processo, o objetivo, segundo explicou, é a redução de taxas e spreads.

Criado na gestão anterior a de Camillo na Susep, o Open Insurance, surgiu, segundo Nagano, com uma visão não muito assertiva sobre a oferta de seguros, uma vez que o corretor já faz isso há anos, mas acabou não sendo considerado no processo. “O responsável por 80% da distribuição de seguros no país não existia no Open Insurance. Por isso, coube a nós a missão de propor a reformulação deste processo”, explicou.

A SPOC, que substituiu a SISS, segundo Nagano, é semelhante a um hub, que apenas recebe e transmite dados, mas não os armazena, também é facultativa e oferece a possibilidade de parcerias com companhias e corretores. “Além de preservar a distribuição, ainda reduzimos o escopo de dados e excluímos os grandes riscos”, disse. Atualmente, o Open Insurance está na 3ª fase, com prazo de conclusão até 23 de setembro, quando entrará em vigor o Open Finance”.

No final do evento, Nagano respondeu diversas perguntas dos corretores. O mentor Álvaro Fonseca agradeceu as presenças dos associados e autoridades, dentre eles o presidente do Sincor-SP, Boris Ber. Ele também reconheceu o trabalho desenvolvido por Camillo e Nagano na Susep. “Em nome dos corretores, agradeço o trabalho que fizeram pela categoria, que estava sob risco, mas poucos sabiam”, declarou.

Assessoria de Imprensa do CCS-SP

Foto: José Nagano, Alexandre Camillo, Álvaro Fonseca, Boris Ber e Luiz Ioels