A Aon plc (NYSE: AON), empresa líder mundial em serviços profissionais, publicou os resultados do Global Catastrophe Recap referente ao primeiro trimestre de 2025. O relatório destaca perdas econômicas de pelo menos US$ 83 bilhões nos primeiros três meses do ano, 53,7% acima em relação ao mesmo período de 2024 e muito acima da média de US$ 61 bilhões do primeiro trimestre do século XXI. Em 2025, as perdas foram impulsionadas pelos incêndios florestais da Califórnia e outros eventos bilionários, incluindo múltiplas tempestades convectivas severas nos EUA e terremotos mortais em Myanmar e China.
Na América do Sul, as principais catástrofes registradas foram as tempestades na Bolívia e no Brasil e as inundações no Brasil, Peru, Equador, Bolívia e Argentina. No Brasil, foram contabilizados US$ 35 milhões em prejuízos, ocasionados por chuvas severas durante o período.
Nos EUA, as perdas econômicas representaram cerca de US$ 71 bilhões do total, o maior valor desde 1994 e significativamente acima da média do primeiro trimestre desde 2000 (US$ 12 bilhões). Em contraste, as perdas econômicas do primeiro trimestre em todas as outras regiões ficaram abaixo das médias de longo prazo.
Já as perdas seguradas do primeiro trimestre foram previstas acima de US$ 53 bilhões, número significativamente mais alto do que a média do primeiro trimestre do século XXI, que registrou US$ 17 bilhões, representando o segundo total mais alto registrado após o mesmo período de 2011. Os incêndios florestais da Califórnia contribuíram com aproximadamente US$ 38 bilhões, ou seja, 71% das perdas seguradas totais.
Os números sugerem uma lacuna de proteção de seguros de 36%, o valor mais baixo para o primeiro trimestre desde 1990 (47%), devido principalmente à alta penetração de seguros nos EUA, onde ocorreram a maioria das perdas. Estas estimativas são preliminares, pois os danos ainda estão sendo avaliados, principalmente no Myanmar.
“Eventos como os incêndios florestais na Califórnia e os terremotos em Myanmar mostram como as catástrofes naturais podem gerar impactos econômicos significativos e imprevisíveis. No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, é fundamental fortalecer a gestão de riscos por meio do uso de ferramentas analíticas e preditivas que apoiem na tomada de decisões, aumentando a resiliência diante de catástrofes climáticas e reduzindo os prejuízos causados por estes eventos”, afirma Beatriz Protásio, CEO de Resseguros para o Brasil na Aon.
O estudo completo pode ser lido neste link.
FSB Comunicação
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