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Primeira reunião da diretoria da FenSeg define desafios para o triênio

20 de março de 2025
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A primeira reunião da nova diretoria da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) definiu o principal foco da entidade para o triênio 2025-2027. Entre os principais desafios destacados estão as adaptações operacionais das seguradoras com a entrada em vigor da nova Lei de Seguro, em dezembro deste ano, e o acompanhamento da regulamentação da nova legislação pela Susep.

O encontro, realizado na última quinta-feira (13), também marcou a eleição para a presidência das Comissões Técnicas da FenSeg, que agora somam 14, com a inclusão da nova Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos.

Para o presidente Ney Ferraz Dias, a missão da nova diretoria – composta por 22 diretores – é seguir representando as seguradoras que atuam no segmento de seguros de danos e responsabilidades, especialmente na promoção dos mais de 90 ramos e modalidades oferecidos pelo setor.

“Nos próximos três anos, enfrentaremos desafios importantes. Um, porém, exige nossa atenção imediata: apoiar as seguradoras nas adaptações com a nova Lei de Seguro e acompanhar de perto, junto à Susep, a sua regulamentação”, explicou o presidente da FenSeg.

Além disso, Dias destacou a responsabilidade constante da FenSeg em comunicar de forma clara os benefícios dos seguros de danos e responsabilidades à sociedade. Em 2024, esse segmento pagou mais de R$ 60 bilhões em indenizações, o que representa um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. Já a arrecadação do setor ficou em R$ 134,4 bilhões, aumento de 7,4%, conforme dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da FenSeg.

Na avaliação do dirigente, o desempenho do segmento reflete uma expansão geral em seus diversos ramos, evidenciando o crescente reconhecimento dos brasileiros sobre a importância do seguro na proteção de seus bens e riscos pessoais e empresariais. “É relevante observar que todos os ramos de seguros de danos e responsabilidades apresentaram resultados positivos, desde os mais tradicionais, como automóvel, rural e residencial, até aqueles voltados para grandes obras de infraestrutura e para empresas de diferentes portes, passando por embarcações, aeronaves e transporte de carga”, afirma.

Destaques do mercado:

  • Automóvel: R$ 57,6 bilhões em arrecadação (+3,2%) e R$ 33,5 bilhões em indenizações. Observação importante: a procura pelos serviços de Assistência e outras coberturas cresceu 29,1% (R$ 7,9 bilhões arrecadados), enquanto os valores indenizados subiram 20,1% (ou R$ 3,7 bilhões). Além disso, a cobertura de Responsabilidade Civil Facultativa, que cobre danos a terceiros, teve crescimento de 8,7% (R$ 13,1 bi arrecadados), com aumento de 7,6% nas indenizações pagas, que somaram R$ 7,8 bilhões.
  • Rural: R$ 14,1 bilhões arrecadados (+1,5%) e R$ 4,2 bilhões em indenizações. Aqui, também vale observar a aceleração da procura pelas modalidades Seguro Vida Produtor e Penhor Rural, que arrecadou R$ 7,9 bilhões, aumento de 15,6%; e Seguro Pecuário, expansão de 72,3% na arrecadação (R$ 170,3 milhões).
  • Patrimoniais Grandes Riscos: R$ 8,7 bilhões (+14,4%) e R$ 6 bilhões em indenizações.

Além disso, o avanço mais expressivo na arrecadação foi observado nos seguintes ramos:

  • Condomínio: +29,4%
  • Fiança Locatícia: +23,3%
  • Cascos Marítimos e Aeronáuticos: +21,1%
  • Garantia: +17,6%

Crescimento robusto em outros segmentos:

  • Residencial: R$ 6 bilhões (+16,5%)
  • Habitacional: R$ 7,1 bilhões (+11,2%)
  • Empresarial: R$ 4,3 bilhões (+11,5%)
  • Transportes: R$ 6,1 bilhões (+5,5%)
  • Garantia Estendida: R$ 3,8 bilhões (+10,9%)

O grupo de seguros de Responsabilidades foi um destaque à parte, ao arrecadar R$ 4,4 bilhões, representando um aumento de 11,9%. As diversas modalidades de Responsabilidade Civil tiveram desempenhos positivos: RC Geral (R$ 1,98 bi arrecadados, crescimento de 10,2%); RC D&O, seguro para executivos (R$ 1,1 bi/7,7%); RC Profissional (R$ 866 milhões/18,7%); Riscos Ambientais (R$ 193 milhões/20,9%); Riscos Cibernéticos (R$ 238 milhões/16,8%). No total, este grupo de seguros pagou R$ 1 bilhão em indenizações.

Em conjunto, o grupo de seguros de responsabilidades pagou R$ 1 bilhão em indenizações.

Além da maior percepção de valor sobre os seguros que protegem contra danos e cobrem responsabilidades civis, alguns eventos climáticos extremos contribuíram para a expansão, tanto nas contratações quanto nas indenizações pagas, a exemplo das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul e as queimadas que avançaram sobre diversas regiões do país.

Assessoria de Imprensa da CNseg

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