Desde 2020, o mundo vive uma situação sem precedentes. A pandemia de covid-19, que continua alarmando a população — já que os indicadores voltaram a subir na Europa e no Brasil, o que indica uma tendência global –, com impactos nos mais diversos setores, principalmente na economia. Em 2020, primeiro ano da crise sanitária, a economia brasileira contraiu 3,9%. Embora, no geral, o país tenha conseguido superar as expectativas negativas em torno do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) — com um avanço de 4,6% no ano seguinte –, ainda há muito a ser feito para efetivamente o País sair da situação de insegurança econômica.
Mesmo agora, depois das eleições, com um novo governo começando em janeiro de 2023, a expectativa é que o BC continue aumentando a taxa Selic, ao considerar as taxas de inflação e um possível agravamento fiscal.
“O temor sobre o aumento da taxa de juros, assim como pelo risco inflacionário, pode se refletir negativamente na expectativa de crescimento da economia brasileira, gerando uma maior insegurança e, por consequência, uma maior procura por alternativas para mitigar riscos aos negócios, sendo uma das mais interessantes o seguro de crédito”, diz Marcelo Barsotti (foto), CRO (Chief Revenue Officer) da Pryor Global.
Segundo Barsotti, as empresas adquirem o seguro de crédito para se protegerem contra o risco de não pagamento ao vender bens e serviços a prazo. “Assim se um cliente (devedor) não pagar dentro do prazo acordado e tiver cumprido os termos da apólice, a companhia (credor) segurada apresenta uma reclamação à seguradora para obter o pagamento”, explica o executivo da Pryor Global.
O seguro de crédito pode e deve ser contratado por empresas que exportam e querem proteger seu fluxo de caixa. A compra de um seguro pode, por exemplo, oferecer garantias sobre a capacidade de pagamento de um cliente internacional devido às instabilidades comerciais e políticas. “Tome-se como exemplo a guerra entre Rússia e Ucrânia e os riscos econômicos que a situação representa”, adverte Barsotti.
Esse tipo de seguro protege o negócio de riscos que estão além do controle dos gestores, além de minimizar a chance de inadimplência, dando as empresas confiança para estender o crédito a novos clientes e melhorar o acesso ao financiamento, muitas vezes a taxas menores, o que garante continuidade e melhora a competitividade no mercado. “O seguro de crédito é uma opção muito válida considerando-se os recordes recentes de inadimplência no Brasil, com 68,4 milhões de pessoas nessa situação, de acordo com dados do Serasa Experian. Afinal, é preciso proteger o negócio de possíveis perdas e riscos desnecessários”, comenta Barsotti.
INK Comunicação
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