00:00:00
04 Mar

Quase 200 mil indenizações foram pagas por morte em acidentes com motocicletas

28 de agosto de 2019
636 Visualizações

Condições climáticas, vias danificadas e sinalização inadequada. Os motociclistas são frequentemente expostos a muitos riscos, mas os índices de imprudência também são altos. A combinação destes fatores traça um cenário no qual motocicletas e ciclomotores protagonizam a maioria dos acidentes de trânsito no país. Nos últimos dez anos, o Seguro DPVAT pagou mais de 3,2 milhões de indenizações por ocorrências envolvendo os dois tipos de veículos. Deste total, quase 200 mil pessoas morreram e 2,5 milhões ficaram com algum tipo de invalidez permanente. Os números ainda mostram que, na última década, os benefícios destinados a vítimas de acidentes com motos e as “cinquentinhas” representam cerca de 72% do total de pagamentos efetuados pelo seguro obrigatório (4,5 milhões).

Os dados são do boletim especial Motocicletas e Ciclomotores Dez Anos, produzido pela Seguradora Líder, com o objetivo de dar visibilidade ao grave problema de violência do trânsito brasileiro. Entre 2009 e 2018, as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT cresceram 28%. Quando observadas apenas as ocorrências com motocicletas e ciclomotores, o aumento foi de 72%. Os casos de invalidez permanente por conta de acidentes envolvendo essas categorias de veículos são os que mais chamam atenção, com crescimento de 142% na comparação entre 2009 e 2018. Já os pagamentos por acidentes fatais aumentaram 14%.

Entre as regiões brasileiras, o Sul concentrava a maioria das indenizações pagas por acidentes com motocicletas e ciclomotores (55.007 benefícios pagos) em 2009. No entanto, com um crescimento de frota de mais de 137% nos últimos 10 anos, o Nordeste se tornou a área que mais conta com vítimas indenizadas pelo Seguro DPVAT em função de ocorrências com motos. No recorte por estado, São Paulo lidera o ranking em quantidade total de indenizações pagas. Em dez anos, foram 344.134 pagamentos, destes, 27.198 por morte. O Ceará é o segundo colocado, com mais de 335 mil benefícios pagos.

Quanto ao perfil das vítimas, os motociclistas são os mais atingidos nos acidentes com motocicletas e ciclomotores. Entre 2009 e 2018, mais de 2,3 milhões de vítimas foram indenizadas na condição de motoristas. O número representa mais de 71% do total de benefícios pagos por ocorrências com motos no período. A maioria dos condutores (75%) ficou com algum tipo de sequela definitiva após o acidente, concentrando mais de 1,7 milhões de pagamentos. Se comparado o ano de 2009 com o de 2018, houve um aumento de 125% nos casos de invalidez permanente entre condutores.

Os pedestres são o segundo tipo de vítima que mais corre risco nos acidentes com motocicletas e ciclomotores. Em dez anos, foram pagas mais de 493 mil indenizações a pessoas que se deslocavam a pé no momento da ocorrência. Após ser atingida por uma moto ou ciclomotor, a maioria também ficou com algum tipo de sequela definitiva: foram mais de 417 mil sinistros pagos a pedestres vítimas de invalidez permanente no período. Entre 2009 e 2018, o aumento foi de 254%.

As estatísticas por idade seguem o mesmo comportamento. Há dez anos, os jovens de 18 a 34 anos já eram a maioria atingida, com mais de 92 mil benefícios pagos. Só no ano passado, foram 130.365 indenizações pagas para esta faixa etária.

Apesar de representarem apenas 27% da frota nacional, o crescimento do número de motocicletas e ciclomotores no país, nos últimos dez anos, foi de 81,6%. Para Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder, o cenário indica uma realidade mais preocupante.

“A moto é um veículo de baixa participação na frota nacional que, ainda assim, é a que mais mata no trânsito brasileiro. Isso é consequência, principalmente, da imprudência. Muitos não usam capacete e outros equipamentos de segurança ao usarem esses veículos. É fundamental que os condutores saiam das autoescolas conscientes da importância da utilização dos itens de segurança e dos perigos de se misturar álcool e direção, bem como do respeito à sinalização”, explica.

CDN Comunicação

Foto: pexels.com/pt-br/foto/Mike Stazio

You may be interested

Novo marco do seguro e o fim do “segurês” como obrigação legal
Artigo
88 Vizualizações
Artigo
88 Vizualizações

Novo marco do seguro e o fim do “segurês” como obrigação legal

Publicação - 3 de março de 2026

O mercado de seguros tem uma característica bem particular que é a utilização de jargões, o nosso famoso “segurês”. Isso não é uma questão exclusiva em seguros,…

Bradesco Vida e Previdência lança BVP Planner
Bradesco Vida e Previdência
118 Vizualizações
Bradesco Vida e Previdência
118 Vizualizações

Bradesco Vida e Previdência lança BVP Planner

Publicação - 3 de março de 2026

A Bradesco Vida e Previdência acaba de lançar a BVP Planner, uma solução completa de planejamento financeiro e sucessório 360º, desenvolvida para entregar diagnósticos amplos e aprofundados sobre…

Tokio Marine prioriza clientes atingidos por chuvas em MG
Tokio Marine Seguradora
93 Vizualizações
Tokio Marine Seguradora
93 Vizualizações

Tokio Marine prioriza clientes atingidos por chuvas em MG

Publicação - 3 de março de 2026

Desde o início da semana, a Tokio Marine vem acompanhando de perto as ocorrências nas regiões impactadas pelas fortes chuvas no estado de Minas Gerais, especialmente na…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

Susep implementa nova versão do SRO
Susep
97 Vizualizações
97 Vizualizações

Susep implementa nova versão do SRO

Publicação - 3 de março de 2026
WordPress Video Lightbox Plugin